10 de abril de 2021

Tijolo PET reduz custos da construção civil

As garrafas pet ganham uma nova utilidade dentro do ramo da construção civil: tijolos feitos com o material, além de colaborar com a reciclagem e conservação do meio ambiente, também garantem maior durabilidade da construção

As garrafas pet ganham uma nova utilidade dentro do ramo da construção civil: tijolos feitos com o material, além de colaborar com a reciclagem e conservação do meio ambiente, também garantem maior durabilidade da construção. O tijolo PET (Poli Tereftalato de Etila) é 82% mais resistente que o produto tradicional e torna o metro cúbico da obra três vezes mais barato. O projeto de fabricação de tijolos a partir das garrafas plásticas começou em 2003, com o trabalho do físico e professor da Ulbra Manaus (Centro Universitário Luterano de Manaus) Newton Lima.
O objetivo inicial do projeto era utilizar as garrafas plásticas que poluem os igarapés da cidade, criando uma nova oportunidade econômica para as comunidades periféricas da cidade. Lima disse que havia uma empresa instalada no PIM (Polo Industrial de Manaus), que utilizava restos de tijolos para fazer novas unidades. A partir da observação, o físico começou os estudos para fabricar tijolo usando o material.
Mesmo economizando 40% de argamassa com a utilização da garrafa PET, o tijolo possui uma resistência superior à exigida pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). O valor de resistência mínima requerida é de 3 Mpa (mega pascal) no teste do esmagamento do tijolo com vedação. Nos testes de qualidade realizados com a prensa, o tijolo com PET indicou de seis a 17 Mpa, representando força 82,35% superior ao tijolo de barro.

Material alternativo tem isolamento contra calor e som

A argamassa para construir o novo tijolo obedece ao padrão de mistura de uma medida de cimento para quatro medidas de areia. Em seguida, a mistura deve secar por um dia em ambiente natural, descartando a queima da madeira para secar o tijolo. “Por enquanto desenvolvemos uma tecnologia voltada apenas para o cimento de vedação”, disse o pesquisador, lembrando que o produto não foi testado em outras fases da construção.
O tijolo-PET custa R$ 0,95 a unidade, mais caro que o tijolo convencional (de barro), R$ 0,30. Apesar disto, de acordo com o pesquisador, a construção termina com o metro cúbico três vezes mais barato. “Esse tijolo, por suas características físicas, faz com que a construção não precise de acabamento, no máximo a pintura”, ressaltou.
Para a fabricação do tijolo-PET é necessário construir, inicialmente, a forma de madeira, com dimensões 14 cm x 14 cm x 39 cm. Coloca-se o cimento no fundo da forma, que deve ser compactada para a introdução da garrafa. É necessário deixar o molde secando por 24 horas.
O morador da casa construída com tijolo-PET ganha em comodidade, considerando que o ar condensado na garrafa não permite a passagem de calor e som. Isto possibilita um isolamento térmico e sonoro natural para a casa. Para cortar o tijolo, sem risco de rachaduras, é necessário utilizar serra manual para PVC (Policloreto de Vinila ). O pesquisador recomenda que as ligações elétricas e hidráulicas sejam aparentes.

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