Tijolo com PET é alternativa ambiental

Desenvolvida a partir de pesquisas e experimentos nos laboratórios de engenharia da Ulbra Manaus (Centro Universitário Luterano de Manaus), a técnica de fabricação do tijolo com ­garrafas PET (Poli Tereftalato de Etila) ultrapassa os muros da academia e é levada ao conhecimento de jovens pesquisadores da Escola Estadual Francisca Botinelly, localizada no bairro Dom Pedro 1, zona Centro-Oeste de Manaus.
O projeto, que está sendo realizado desde o início do mês de maio, tem o objetivo de promover a conscientização ambiental da comunidade do entorno da escola por meio de oficinas sobre a produção de tijolos com garrafas PET de dois litros.

Material reutilizado

Na oficina, os tijolos são apontados como uma alternativa para a reutilização do material e evitar o descarte nos igarapés da cidade, neste caso, na comunidade conhecida como Sapolândia, localizada nas proximidades da escola.
O coordenador do trabalho, professor Newton Lima, explica que a equipe, formada por cinco alunos de iniciação científica e uma acadêmica de Engenharia Ambiental, já está recebendo orientações teóricas.
Estas orientações abrangem a leitura das normas técnicas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) sobre a construção de um tijolo de argamassa.
Além disso, o grupo deve participar de pesquisas em laboratório e em campo.
“Primeiro os alunos vão apresentar o projeto com as ações de uma breve campanha de recolhimento de garrafas PET de dois litros e uma conscientização ambiental no espaço escolar nos três turnos de ensino”, disse Lima.
Após essa fase, os pesquisadores de iniciação científica devem desenvolver estudos técnicoambientais no entorno da escola sobre o problema do lixo jogado no igarapé que corta o bairro e, em seguida, começam a construir os tijolos.
“Finalmente estarão ­aptos para as apresentações e oficinas para a comunidade”, afirmou.
O professor Newton disse ainda que, no mês de junho, devem acontecer a 1ª Oficina de Simulação do Produto e um minicurso sobre Postura Ambiental e Cidadania, que serão realizados pela técnica do projeto, a acadêmica Nathália Girão.

Oficinas programadas

No cronograma estão previstas para os próximos cinco meses atividades como oficinas de simulação, treinamento e orientação de segurança no trabalho, atividades de laboratório e apresentações à comunidade.
“Todo o processo da construção do tijolo será ministrado no Laboratório de Material de Construção, do curso de Engenharia Civil da Ulbra/Manaus”, disse.
De acordo com o professor, o envolvimento dos alunos no projeto, que são moradores do próprio bairro, traz para o cenário social uma reação do cidadão do meio ambiente em detrimento à forma negativa de atitudes da comunidade.
“Acredito que após as visitas de campo, palestras e a oficina, a conscientização da comunidade será bem melhor, em relação ao lixo jogado nos igarapés”, frisou.
O projeto “Oficina Como construir tijolo com PET – Uma proposta ambiental” foi aprovado recentemente pelo PCE (Programa Ciência na Escola), mantido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), com aporte de R$ 4,840 mil, conforme decisão no 031/2008 do Conselho Diretor.

Bolsas de auxílio

O PCE destina bolsas de auxílio de R$ 461 para o professor coordenador, R$ 360 para o apoio técnico e R$ 120 para cada estudante de Iniciação Científica Jr atuarem como bolsistas.
O projeto ambiental está sendo realizado em parceria com a Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas), juntamente com a Seduc (Secretaria Estadual de Educação) e Semed (Secretaria Municipal de Educação).

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