TI lidera fusões no Brasil

Área de Tecnologia da Informação respondeu por 132 negócios fechados

O número de fusões e aquisições feitas no Brasil, no período de janeiro a novembro de 2014, chegou a 791 transações, alta de 8,2% ante o mesmo período do ano passado, de acordo com o mais recente relatório da PwC (PricewaterhouseCoopers). Até o final do ano haverá no mínimo 4,3% mais transações do que em 2013, ultrapassando a marca de 812 operações feitas em todo o ano passado. O valor médio das transações no Brasil é de US$ 60 milhões. Somente no mês de novembro foram 74 novas iniciativas anunciadas pelo mercado. O segmento de TI lidera o volume de negócios nos onze meses de 2014, com 132 operações, 52% acima do registrado no mesmo período do ano passado. O mercado tem um movimento de consolidação superior ao de outros setores pela necessidade de ganho de atualização constante, diz Alessandro Ribeiro, sócio da PwC Brasil.
“Este é um setor que busca cada vez mais ganhos de eficiência, complemento de portfólio e redução de custos, além, claro, de desenvolvimento e manutenção no mercado.Na linha dos setores que mais estão anunciando fusões e aquisições, depois de TI, aparecem os Serviços Auxiliares, que são as empresas de call center, consultorias, agências de publicidade, laboratórios e outros, com 77 negócios fechados; os bancos, com 74 transações; e o varejo, com 59 movimentos”, diz Ribeiro.
Entre os destaques no setor de TI, a Ascenty, que recebeu uma nova captação de recursos da Gret Hill Partners e do Banco Itaú BBA, equivalente a R$ 325 milhões, e o Accel Partners,que juntamente com o fundo brasileiro Monashee e o fundo da Endeavor, comprou 100% das ações da empresa Neoway Tecnologia.
No caso do Varejo, o executivo destaca que as 59 transações no setor em 11 meses foram inferiores ao registrado no ano passado, quando foram fechados 78 negócios.
“Alguns setores do varejo apresentaram um desaquecimento. No caso do setor de shopping centers, em 2013 foram 19 transações contra oito desse ano. A realidade deste segmento é de vender operações que não dão o retorno desejado ou que não se encaixam no portfólio. Das oito operações neste mercado feitas até outubro, por exemplo, sete foram com empresas financeiras e apenas uma para empreendedores do setor, caso da venda do Fashion Mall, no Rio, da BR Malls, a um grupo que atua no mercado de shoppings”, diz o sócio da PwC.
Os fundos de investimento estão cada vez mais interessados em operações brasileiras, afirma Ribeiro. O ambiente econômico, diz ele, é próprio para negociações no Brasil. Ele cita, ainda no setor de shoppings, a compra de 36% do JK Iguatemi, do Grupo Jereissati, pela TIAA-Cref (Fundo de Pensão dos Professores Universitários dos Estados Unidos) e uma parte do shopping Metrô Tatuapé, da BR Malls, por um investidor privado.
“É uma participação que continua ativa e que tem muitas questões que são levadas em conta. Uma delas é que a perspectiva destes fundos é de longo prazo, enquanto a expectativa do dono da empresa brasileira é diferente. Estes fundos, a grosso modo, estão em busca de setores com boa perspectiva de crescimento”, acrescenta Ribeiro. Do total de participações de fundos de private equity,58% são de fundos estrangeiros e 42% de fundos nacionais, mostra o relatório, que também aponta que as aquisições de participação majoritária lideram a procura no mercado brasileiro,com 48,8% do total de transações anunciadas de janeiro a novembro.
Para 2015, Ribeiro prevê um ritmo pelo menos semelhante ao de 2014 no mercado. “Mesmo com a Copa e o período de eleições, não vimos uma retração na velocidade de transações. Pelo contrário. Por isso, acredito que vamos manter o patamar de negociações”, diz.

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