Textos & Economia – Polito dá dicas para falar bem em público

Normalmente esta coluna trata de assuntos econômicos, hoje, porém, até para fazer jus a seu nome.

Normalmente esta coluna trata de assuntos econômicos, hoje, porém, até para fazer jus a seu nome, vamos um texto cujo tema é uma palestra ministrada pelo mestre em ciência da comunicação, Reinaldo Polito, na última quinta-feira, dia 15, no Studio 5, por iniciativa do programa Encontro com Notáveis, tocado pelo Cetrin (Centro de Treinamento da Indústria), órgão ligado ao Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas) e sob a coordenação da psicóloga Ana da Luz Monteiro.
O conteúdo da palestra era vasto e ia desde a importância de falar com naturalidade, passando pelas vantagens de falar com emoção, o uso correto da voz, a gesticulação harmoniosa, a postura elegante e apropriada para falar em pé ou sentado e dicas sobre saídas para situações inesperadas e embaraçosas, além de outras técnicas nas quais Polito é mestre reconhecido não só no Brasil mas também no exterior.
O mestre iniciou sua explanação colocando aos presentes o objetivo final da comunicação, o qual, em seu entendimento é o de conquistar a credibilidade. Os veículos de comunicações, assim como os bancos, têm neste requisito a fonte de sua longevidade ou o rota mais curta para abreviar suas existências.
No caso dos bancos não foram poucos aqueles que foram vítimas de boatos maldosos que os levaram à bancarrota quando estes boatos forma amplificados até o nível no qual os investidores e correntistas correram às agência para retirar seus depósitos. Se até este momento estas instituições financeiras tinham a confiança do público, perderam-na e com ela os depósitos.
Já os veículos de comunicação parecem perder a credibilidade no decorrer de um processo mais longo cujo início pode ocorrer de várias maneiras, como escamotear os fatos de seus leitores, ouvintes, internautas ou telespectadores, deixar de apontar seus erros, quando destes toma conhecimento, por acreditar que não serão notados, reação das mais nocivas por dar indicação de que seu público é tido em conta muito baixa quanto ao nível intelectual, ou mesmo quando veículos são utilizados para fins políticos, esquecendo-se aqueles que os dirigem de que devem servir ao bem comum e à comunidade, afinal são meios de ‘comunicação social’.
Estas considerações nada têm a ver com a palestra de Polito, porém se fazem necessárias para ilustrar o pensamento do palestrante quando trata da conquista da credibilidade como objetivo final da comunicação.
Voltando à conferência promovida pelo Cetrin, entretanto, cabe registrar as dicas dadas pelo especialista em comunicação social sobre erros cometidos quando o orador não domina a técnica de trabalhar com um microfone. O mais comum é não atentar para a altura ideal na qual o microfone deve estar, que, conforme Polito, deve ser à altura do queixo. A complicar a vida de quem não consegue atentar para esta disposição do aparelho está o fato de que não são poucos aqueles que, ao empunhar o microfone, que boa técnica recomenda deve permanecer com o braço imóvel para mantê-lo na altura correta próxima ao queixo, se danam a gesticular e o resultado é que a platéia perde todo o discurso do ‘orador’.
Além da naturalidade, do domínio do assunto a ser tratado, da gesticulação moderada mas apropriada para transportar a mensagem e complementá-la, Reinaldo Polito defende o ponto de vista de que o bom humor é essencial para o sucesso de uma apresentação. Com este objetivo o orador não deve se poupar e até a autogozação é bem-vinda, por ser, no entendimento do palestrante, uma forma de este se colocar mais próximo de seu público.

Tiradas bem-humoradas
descontraem reunião

Por falar em humor, o que não faltou no decorrer do evento foram tiradas bem-humoradas distribuídas com parcimônia por Polito, mas sempre muito engraçadas, como os casos do bêbado que entra no ambiente quando o palestrante está nomeio de sua fala, ou a história do dono da livraria paulistana que lhe vendeu, ou tentou vender, uma primeira edição da Eloqüência Nacional, de 1834, por módicos R$ 900, distribuídos e

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