A competitividade das indústrias brasileiras continua em xeque mesmo depois do lançamento do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ano passado e cujo objetivo é investir cerca de US$ 250 bilhões em obras infra-estruturais até o ano de 2010.

Apesar da boa vontade presidencial, as tais obras estão demorando a ser tocadas ou se já em andamento, avançam a passos de tartaruga como bem ilustra a construção das hidrelétricas planejadas para ser implementadas no rio Madeira.

As duas usinas, Santo Antonio e Jirau, tiveram seus estudos de viabilidade iniciados em 2001, pela Furnas, e está entre os maiores projetos a ser contemplados pelo PAC com recursos da ordem de R$ 9,5 bilhões. O projeto deve gerar mais 6.450 MW e favorecer Estados da Amazônia não só com maior oferta de energia elétrica, mas também contribuir, de acordo com o presidente de Furnas, João Paulo Conde, para ampliar a integração nacional, garantir o desenvolvimento sustentável da região, assim como ampliar a qualidade de vida das populações do Acre, Rondônia, Amazonas Mato Grosso.

O maior problema que o projeto teve de enfrentar parece ter sido a resistência da área ambiental do governo federal ao criar dificuldades para aprovar os projetos de construção das hidrelétricas. Tal qual as geradoras de energia, a construção do gasoduto de Urucu até Manaus também teve seu início retardado em função deste tipo de exigências, nem sempre claras e objetivas.

São estas dificuldades que levam o Brasil a ser avaliado de forma negativa quando se trata de atrair investimentos externos, apesar de, mesmo assim, o país continuar a obter vultosos recursos do exterior, como constata estudo da Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento). O organismo da ONU detectou que o Brasil foi o segundo país em expansão na atração de investimentos externos diretos no exercício de 2007, com crescimento de 99,3% sobre o desempenho de 2006. O Brasil, conforme a Unctad, conseguiu obter US$ 37,4 bilhões em 2007 alocados por fontes externas.

Brasil perde terreno

Entretanto, um ranking montado pela CG/LA (Global Infrastructure and Competitiveness) e veiculado na edição de 10 de dezembro último pela revista América Economia, tendo como universo de pesquisa os países da América Latina, dá indicações pouco favoráveis ao Brasil. Por exemplo, no quesito energia elétrica, que o ranking mede pelo consumo per capita com dados de 2006, o país está em 6º lugar, atrás de Trinidad e Tobago, Venezuela, Chile, Uruguai e Argentina, ao consumir 2.188 KW/h contra os 5.324 de Trinidad.

As carências na geração de energia elétrica do país lhe garantem, de novo, a 6ª posição com índice de 17,7, com tendência de crescimento. O líder no ranking é o México, cujo índice é de 22,3. Estão na frente do Brasil: Colômbia, Chile, Trinidad e Tobago, além do Peru.

O mesmo relatório registra ainda que a posição do país não sofreu modificação entre o período de 2006/2007 ao manter a 6ª posição quando a avaliação recai no item competitividade de infra-estrutura, embora neste caso haja uma tendência de crescimento com o Brasil tendo índice de 60,6 contra 78,6 do líder, o Chile.

Aterrissagem forçada em pista ruim

O apagão aéreo, ou a aterrissagem forçada com vítimas pela qual passou o sistema aeroviário nacional nos dois últimos anos também tem uma explicação para ter acontecido, se é que já estamos taxiando em pistas mais confortável.

O documento da CG/LA indica que, entre os 18 países avaliados neste item: aeroportos por milhão de habitantes com pistas tendo mais de 2,4 quilômetros de extensão, o Brasil só ficou à frente do Haiti, apesar do peso da economia nacional, a mais forte da região. O índice do Brasil é de 0,13, enquanto Cuba, o líder na modalidade, obteve índice de 0,81.

Ruim e vai piorar

Como era de se esperar, transporte e logística é onde o Brasil apresenta desempenho mais medíocre. Entre o

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