Terrorismo produz menos ameaça que inadimplência

A inadimplência nos créditos de risco e o excesso de endividamento de empresas e consumidores americanos representam, combinados, uma ameaça maior ao cenário econômico de curto-prazo dos EUA que a representada pelo temor de um novo atentado terrorista, segundo pesquisa divulgada pela Nabe (Associação Nacional de Economistas de Empresas, na sigla em inglês). Segundo a pesquisa, 35% dos economistas entrevistados pe la Nabe apontaram a combinação da inadimplência e do endividamento excessivo como o maior risco à economia americana no curto prazo, contra 20% dos que citaram a ameaça de um ataque terrorista contra os EUA (a inadimplência foi citada por 18% dos entrevistados e o endividamento, por 14%).
O endividamento já figurava na pesquisa anterior, realizada em março; à época, foi citada por 13% dos entrevistados. Já a ameaça do terrorismo foi citada por 35% à época. A inadimplência ainda não figurava entre os itens da pesquisa de março.

“A turbulência nos mercados financeiros mudou o foco do terrorismo para os créditos “subprime” (de maior risco) e outros problemas de crédito como as maiores ameaças de curto prazo para a economia dos EUA”, disse o presidente da Nabe e economista-chefe do La Salle/ABN Amro, Carl Tannenbaum. “No entanto, essas preocupações parecem ser algo transitórias, já que o cenário para os próximos cinco anos ainda é positivo”.
Para os próximos cinco anos a expectativa para o mercado imobiliário é que os preços dos imóveis subam. Segundo a pesquisa, 41% dos entrevistados disseram que os preços dos imóveis residenciais no país subam, contra 16% que prevêem uma queda. Hoje, no entanto, a Associação Nacional dos Corretores de Imóveis informou que o preço médio de um imóvel usado no país no mês passado ficou em US$ 228.900, 0,6% abaixo do registrado um ano antes (US$ 230.200). A queda de preço foi a 12ª consecutiva na comparação anual. As vendas de casas usadas, por sua vez, caíram 0,2% em julho.
A pesquisa foi realizada entre os dias 24 de julho e 14 deste mês, junto a 258 membros da associação.

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