Terremoto reduz previsão de crescimento do PIB do Chile, diz BC

O Banco Central do Chile anunciou ontem que o PIB (Produto Interno Bruto) do Chile deve crescer entre 4,25% e 5,25% em 2010, projeção levemente menor do que a divulgada pela instituição em dezembro, de entre 4,5% e 5,5%, por causa dos efeitos nocivos do terremoto ocorrido no país sobre a economia.
O terremoto – quinto maior já registrado, com magnitude de 8,8 – e o tsunami provocado por ele provocaram prejuízos estimados em US$ 30 bilhões. Os danos incluem o desmoronamento de prédios e pontes, a interrupção das operações em fábricas e a destruição de estradas, fatores que limitarão o crescimento do PIB no primeiro e no segundo trimestres deste ano, afirmaram as autoridades do Banco Central no relatório trimestral de política monetária enviado à Comissão de Finanças do Senado chileno.
O cenário referencial para a política monetária estima que o terremoto destruiu 3% do estoque de capital produtivo do Chile, o que reduziu a taxa de tendência de crescimento do PIB em um ponto porcentual, para 1,5 ponto porcentual. Os esforços de reconstrução do país, no entanto, aumentarão os investimentos em um ponto porcentual, segundo o banco central.
O governo já realocou US$ 700 milhões do orçamento fiscal de 2010 para as obras de reconstrução e deve anunciar em breve como financiará esse esforço. Acredita-se que as autoridades utilizarão recursos de um de seus fundos soberanos, tomarão empréstimos multilaterais, elevarão as emissões de dívida e possivelmente aumentarão os impostos. O BC também projeta que a inflação encerrará o ano em 3,7%, taxa superior ao centro da meta, de 3%, como resultado das pressões geradas em decorrência do terremoto. Em 2011, a inflação deve ser de 2,9%, em linha com a meta da instituição. Nos próximos trimestres, a política monetária chilena deve seguir a mesma tendência expansiva adotada no ano passado, quando foi necessário retirar a economia da recessão. Em 2009, o BC cortou a taxa básica de juro, chamada TPM, em um total de 7,75 pontos porcentuais, para a mínima recorde de 0,5%, patamar em que permanece desde julho de 2009. “Até o fim do horizonte (de dois anos) das projeções, a TPM provavelmente vai convergir para um nível similar ao previsto na Pesquisa de Expectativas Econômicas.

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