Terceira representação contra Renan será decidida na próxima quarta-feira

A representação, apresentada pelo DEM e PSDB, pede que o conselho investigue a denúncia de que Renan teria usado “laranjas” para comprar um grupo de comunicação em Alagoas, com recursos não-declarados à Receita Federal.
A reunião deve ser presidida pelo segundo vice-presidente do Senado, Álvaro Dias (PSDB-PR), já que Renan se declarou impedido para decidir o caso por ser parte envolvida na investigação.
O primeiro vice-presidente, Tião Viana (PT-AC) – que presidiu reuniões anteriores da Mesa no caso Renan – estará fora de Brasília.
A expectativa é que a Mesa encaminhe a nova representação ao conselho, uma vez que o regimento do Senado não permite o arquivamento -há apenas a determinação para que a Mesa encaminhe o pedido. Se a representação chegar ao Conselhode Ética do Senado, será a terceira investigação contra o presidente do Senado desde que as primeiras denúncias contra Renan Calheiros vieram à tona, no final de maio.
O presidente do conselho, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), convidou os mesmos senadores que já relatam o primeiro processo contra Renan Calheiros para assumirem a segunda investigação.
Os senadores Marisa Serrano (PSDB-MS) e Renato Casagrande (PSB-ES) afirmaram que não estão dispostos a aceitar o convite porque temem atrasos na primeira investigação por acúmulo de trabalho. O terceiro relator, senador Almeida Lima (PMDB-SE), disse estar disposto a relatar a nova representação contra Renan por já estar por dentro de detalhes das investigações.

Schincariol beneficiada

O conselho também vai investigar denúncia de que Renan teria beneficiado a Schincariol junto ao INSS depois que a empresa comprou uma fábrica de seu irmão, o deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), a preço acima do mercado. A investigação depende, no entanto, da escolha de um novo relator para o caso.

Sociedade oculta

A terceira representação, baseada em reportagem da revista “Veja”, acusa o presidente do Senado de ter firmado sociedade oculta com o usineiro João Lyra para a compra do grupo JR Radiodifusão, em Alagoas. Renan teria investido R$ 1,3 milhão no negócio, em dinheiro vivo e não-declarado, mas se manteve oculto na negociação ao usar “laranjas” como os verdadeiros donos do negócio. O peemedebista já responde a processo por quebra de decoro parlamentar sob a acusação de que teria usado dinheiro da empreiteira Mendes Júnior para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento.

Ameaça aos senadores

Renan Calheiros continua fazendo ameaças veladas aos colegas senadores. Renan revela aos poucos supostos fatos depreciativos contra senadores que defendem as investigações contra ele. Um deles é o senador Jefferson Péres (PDT-AM), o primeiro a pedir seu afastamento do cargo.
Nos bastidores Renan se refere a Peres como “flor do lodo” e diz que ele foi acusado de gestão fraudulenta de uma empresa na década de 50. A lógica de Renan seria mostrar que os senadores que o atacam de forma mais veemente têm telhado de vidro. “Eu fui diretor de uma siderúrgica no Amazonas, e a empresa faliu. Como não pôde recolher o IR e os encargos sociais dos empregados, toda a diretoria foi denunciada por apropriação indébita. O juiz federal absolveu todos os diretores porque a União devia à siderúrgica mais do que o imposto que a empresa deixou de recolher”, afirmou Péres. “Se ele levantar isso, posso processá-lo por calúnia”, disse.

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