Terceira Medida Proviisória é retirada por manobra da oposição

O governo foi obrigado a ceder e revogar mais uma medida provisória, que concedia benefícios aos setores têxtil, calçadista e moveleiro, para tentar aprovar em primeiro turno, na Câmara dos Deputados, a emenda que prorroga por 4 anos a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).
Mas a manobra de revogar a terceira MP (outras duas haviam sido anuladas anteontem) causou efeitos colaterais que, até o fechamento desta edição, dificultavam a votação da emenda. A bancada do Rio Grande do Sul, Estado em que os setores beneficiados exercem influentes, ameaçou com uma rebelião.
Além disso, havia outros problemas: o lobby dos ruralistas aproveitou para tentar mais uma renegociação de dívidas no campo, e bancadas aproveitaram para acertar pendências. A do PMDB da Paraíba, por exemplo, reclamava da demissão de um diretor do Banco do Nordeste.
Apesar dos problemas, os governistas ainda contavam com a votação ontem ou na madrugada de hoje. Na terça-feira, a obstrução radical promovida pelos oposicionistas levou a base do governo a gastar nove horas para concluir a aprovação de uma simples medida provisória na Câmara.
Na maratona iniciada às 17h30 de terça e só encerrada às 2h30 de ontem, a intenção era votar uma medida que destinava R$ 6,3 bilhões do Orçamento ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e outra que concedia benefícios tributários e creditícios aos setores têxtil, calçadista e moveleiro -a prorrogação da CPMF seria o item seguinte.
Entretanto, o arsenal de manobras regimentais utilizado pela oposição arrastou os debates pela madrugada. Após dezenas de requerimentos, discursos, propostas de modificação do texto e pedidos de verificação de quórum apresentados pelo PSDB, pelo DEM, pelo PPS e pelo PSOL, os governistas entregaram os pontos e decidiram aprovar apenas a primeira das medidas provisórias.
Minoritários, os oposicionistas eram derrotados em todas as votações, mas o objetivo era atrasar a análise da CPMF -ou forçar o Palácio do Planalto a assumir o desgaste de retirar uma MP cara ao empresariado e aos Estados do Sul, que acabou acontecendo.
Ao longo da votação da medida relativa ao PAC, os tucanos tiveram uma pequena vitória ao obter o apoio do governo para uma de suas propostas de alteração no texto.

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