Tentativas de fraude aumenta quase 87%, mas perdas caem em seis meses

No primeiro semestre de 2007, o montante de perdas provenientes de fraudes contra empresas caiu 67%, em comparação com o mesmo período do ano anterior, saindo de R$ 155,5 milhões para R$ 104,2 milhões, de acordo com os sistemas antifraudes da Serasa. Nesse mesmo período, entretanto, as ferramentas de prevenção de fraudes da Serasa detectaram um número 86,7% maior de tentativas de fraude, evitando que 13.652 clientes diretos fossem alvo dessa prática.
As regiões com maior número de empresas fraudadoras são a Sudeste, com 44,27%, seguida da Sul, com 17,58%. Essas duas regiões concentraram cerca de 62% das empresas que tentaram praticar fraudes, no período de janeiro a julho de 2007. A diminuição significativa do montante de perdas, segundo a Serasa, revela a maior eficiência dos sistemas antifraudes disponibilizados a seus clientes.
Os segmentos mais freqüentemente utilizados para tentativas de aplicação de fraudes identificadas nesse período foram comércios de produtos alimentícios, de confecção, de material de construção, de autopeças e acessórios, supermercados e hipermercados, representando, no conjunto, 44% do total de alertas confirmados pela equipe de Análise de Fraudes da Serasa. Esses segmentos têm em comum a facilidade de revenda de seus produtos, sendo por isso muito procurados pelas quadrilhas.
Segundo a Serasa, a maioria das fraudes praticadas podem ser atribuídas à negligência de muitos concedentes de crédito, que avaliam os novos clientes apenas sob a perspectiva da ausência de anotações de inadimplência.
Uma forte característica da empresa golpista é exatamente não ter anotações de inadimplência no momento da aplicação do golpe, para obter facilidades de crédito. Dessa forma, as ferramentas de prevenção a fraudes são fundamentais para correlacionar características de alteração de comportamento da empresa e comparação com outras de comportamento já inconsistente, inibindo assim negócios que poderiam se transformar em prejuízo.

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