Tendências na Black Friday

Em um evento online chamado “Temporada Black Friday”, que começou nesta terça-feira, o Google apresentou as principais tendências para a temporada de compras de 2020, cujo início será marcado a partir da Black Friday, no final de novembro.

De acordo com a Big Tech, ao longo dos últimos anos, com o crescimento do faturamento, a chegada de novos players e expansão de categorias, ficou mais complexo para os varejistas e marcas se diferenciarem na Black Friday. Se no passado oferecer bons descontos era suficiente, hoje é o mínimo esperado pelo consumidor.

Segundo dados do Google, o preço ainda é o principal critério para os brasileiros no momento de decisão de uma compra, e a pandemia aumentou ainda mais o interesse por promoções. A partir de abril, as buscas relacionadas ao tema subiram de forma exponencial e cresceram 38% entre abril e julho de 2020 vs mesmo período no ano passado, enquanto entre janeiro e março, as buscas por promoções estavam 28% menores que no primeiro trimestre de 2019.

Porém, para o consumidor, o conceito de preço é mais amplo e envolve possíveis descontos por meio de cupons ou de cashback. O volume de buscas por cupom é 35x maior que por cashback, mas o interesse por termos relacionados a cashback cresce em um ritmo mais acelerado (74% ano a ano) que o por cupom (+30% ano a ano).

Frete também…e muito!

Assim como em edições anteriores da Black Friday, o frete continua como um diferencial de peso para os consumidores. Durante a pandemia, com a migração das compras do mundo físico para o online, houve um aumento expressivo do interesse por “frete grátis” nas buscas do Google. Em julho deste ano, o tema já era 118% maior do que no mês da Black Friday de 2019.

O termo “Frete Expresso” também ganhou relevância no período e terá um papel importante na temporada, principalmente no Natal, por conta das compras de última hora. As preocupações do consumidor com tempo e custo de entrega dão maior protagonismo para soluções omnichannel, como a modalidade “clique & retire”, quando o produto é adquirido de forma online, mas retirado nas lojas.

De acordo com dados apresentados no primeiro dia do evento, a pandemia fez com que boa parte dos brasileiros atravessassem a fronteira que os separava dos canais de compra digitais. O Ebit reportou 7,3 milhões de novos e-shoppers no primeiro semestre de 2020, um crescimento de 38% em relação ao mesmo período do ano passado. Outra pesquisa encomendada pelo Google e realizada pela Ipsos aponta que 57% dos brasileiros dizem comprar mais online agora do que antes da pandemia.

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