Tendências do comércio exterior

A partir dos resultados do comércio exterior brasileiro de janeiro a julho, é possível tecer algumas considerações sobre as perspectivas para as exportações, as importações e o saldo comercial até o final de 2007, que não devem seguir o mesmo padrão observado no período de 2006.
Notar que a greve da Receita Federal em maio e junho de 2006, que reduziu artificialmente os valores do comércio exterior, resultou numa superestimativa das taxas de crescimento das exportações (e do saldo) no primeiro semestre de 2007. Já que em julho do ano passado o comércio exterior já havia sido normalizado, os índices acumulados desse ano até julho, por eliminarem as distorções nas estatísticas provocadas pela paralisação dos auditores fiscais no ano passado, são mais adequados para avaliar as tendências do comércio que vêm ocorrendo no corrente ano.
A verificação do aumento do saldo comercial até julho é ilustrativa. Frente ao mesmo período do ano passado o saldo (de US$ 24 bilhões) recuou 4,5% (+5,9% até junho). Em termos de médias diárias, a evolução foi de +5,9%. Vale mencionar que este é o primeiro resultado negativo para os valores acumulados nos primeiros sete meses do ano desde que a balança comercial brasileira tornou-se superavitária, em 2001.
O recuo do saldo no acumulado de janeiro a julho, por sua vez, reflete as tendências das exportações e das importações, que cresceram, respectivamente, 17% e 27,9%, contra 15,3% e 23,6% no mesmo período de 2006. Ou seja, as compras externas estão “correndo na frente” das vendas externas num ritmo mais acelerado do que em 2006.
O maior dinamismo importador também transparece na evolução das médias diárias ao longo dos sete primeiros meses do ano, bem como na variação trimestral dos valores dessazonalizados.

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