Temor com dívidas faz Bolsas fecharem no menor nível

As Bolsas de Valores da Europa tiveram queda pelo terceiro dia seguido na sexta-feira, em meio à intensificação de preocupações sobre a dívida pública em alguns países da zona do euro, em especial Espanha, Portugal e Grécia.

A Bolsa de Londres fechou em baixa de 1,53% no índice FTSE 100, indo para 5.060 pontos; a Bolsa de Frankfurt caiu 1,79%, para 5.434 pontos no índice DAX; a Bolsa de Paris perdeu 3,4% no índice CAC-40, indo a 3.563 pontos; a Bolsa de Milão teve desvalorização de 2,75%, para 20.815 pontos no índice FTSE/Mib; a Bolsa de Madri retrocedeu 1,35% no índice Ibex-35, indo a 10.103 pontos; a Bolsa de Lisboa encerrou em queda de 1,36%, para 7.341 pontos no índice PSI20; e a Bolsa de Zurique caiu 2,07%, para 6.264 pontos no índice Swiss Market.

Variação de papéis

Já o índice FTSEurofirst 300, que mede a variação dos principais papéis do continente, terminou em queda de 1,9%, a 974 pontos -atingindo assim o seu nível mais baixo em três meses.
Só nesta semana o índice caiu 3,7%, sua pior performance semanal desde março de 2009. Desde a máxima em 15 meses, atingida em 11%, o índice recuou 9,3%.

O mau humor também se faz presente em outros mercados, como o americano e o brasileiro.
Às 15h35 (em Brasília), o índice Dow Jones indicava perda de 0,36%, para 9.965,68 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite estava estável em 2.125,47 unidades. Na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), o Ibovespa marcava 62.252 pontos, com recuo de 2,63%.

Estabilidade da zona do euro

Autoridades europeias tentaram tranquilizar os mercados sobre a estabilidade da zona do euro, enquanto investidores vendiam ativos em euro pelo segundo dia temendo o endividamento de países membros como Grécia, Espanha e Portugal.

Esses países têm graves problemas orçamentários, como uma dívida e um deficit públicos em forte alta, o que faz muitos identificarem semelhanças entre sua situação e a da Grécia, que já vem preocupando a zona do euro há várias semanas com relação à dívida pública.

Crise forte na Espanha

O diretor-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, disse na quinta-feira que a crise “é muito forte” na Espanha, que deve fazer um “esforço considerável” para reduzir o deficit público.
Mesmo diante de sua situação difícil quanto às suas dívidas, o Parlamento português deu na sexta-feira um passo que pode piorar ainda mais a situação do país.

Os congressistas, de maioria oposicionista, derrubaram o plano de austeridade fiscal do governo e aprovaram outro que permite um acúmulo de dívida ainda maior para as regiões autônomas.
Os bancos foram os que mais tiraram pontos do índice. Os papéis do BNP Paribas, HSBC, Lloyds Banking Group e Sociéte Générale caíram entre 1,2% e 5,5%. Entre os bancos gregos que perderam estão o National Bank, EFG Eurobank, Piraeus Bank e Alpha Bank, caindo de 4,5% a 7,4%.

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