Tecnologia, trabalho e pós-modernidade

O conceito de tecnologia tal qual existente na evolução das sociedades humanas pode ser resumida no seguinte contexto: Tecnologia é o “conjunto de conhecimentos aplicados pelo homem para atingir determinado fim”; ou seja, “a ciência ou teoria da técnica”, ou ainda, “um conjunto de processos mecânicos e intelectuais pelos quais os homens atuam na produção” das coisas e da própria existência.

As transformações tecnológicas são importantes para as mudanças no tecido social, na mobilidade social entre indivíduos, grupos e classes sociais; na forma de se produzir e criar riqueza, na apropriação do excedente econômico, social e cultural de uma dada comunidade; na lógica do trabalho, no dispêndio da força física e intelectual; no uso da força militar, no aparato coercitivo, na fundação de Exércitos.

É por esse motivo que as transformações nos domínios tecnológicos podem projetar uma civilização para a liderança ou para o seu absoluto declínio.

Na transição do século XIX para o XX se viu objetivamente a consolidação do modelo fordista e taylorista de organização da indústria e da atividade laboral. Este modelo foi pautado pela lógica industrial e militar, cujas estruturas sociais eram – e em muitos casos ainda o são – extremamente hierárquicas com residual mobilidade social

Por conseguinte, a inovação tecnológica era desenvolvida por cientistas altamente qualificados e por estruturas laboratoriais de ponta.

Todavia, na virada dos anos de 1970, um novo modo de organização da produção e do trabalho ganhou impulso. Refiro-me ao toyotismo.

O toyotismo dá início à era da acumulação flexível. Em geral, a acumulação flexível prega um modo de organização industrial mais inclusivo, plural, diversificado e misto. Em termos de dinâmica social, o pós-fordismo permite uma mobilidade social afluente, onde a ascensão vertical é estimulada pelo corpo dirigente das empresas e fábricas.

O mais interessante da acumulação flexível diz respeito ao processo de inovação. Neste caso, a inovação está descentralizada e conta com uma equipe capaz de pensar o produto a ser desenvolvido desde a sua concepção embrionária até a sua venda e uso pelo consumidor. Além de engenheiros, esta equipe toyotista tem designers, publicitários, psicólogos e tutti quanti. O produto é definitivamente pensando na sua totalidade – o produto como um conceito.

Se os padrões fordista e pós-fordista foram iniciados pela indústria automobilística, a nova geração de mudanças tecnológicas é tocada pelas empresas de tecnologia da informação e informática.

O termo Wikinomics foi cunhado por Don Tapscott e Anthony William para anunciar uma nova tendência: colaboração e participação nas empresas. Vale dizer, as empresas passam a interagir junto a outras empresas e colaboradores, lançando produtos cada vez mais competitivos a um custo bastante diminuto para o consumidor final.

Este novo modelo tem em empresas como Microsoft, Google, Apple e Facebook as suas principais expressões.

Estas reconfigurações cada vez mais constantes no mundo tecnológico e no mundo do trabalho nos levam a acreditar que as pessoas precisam estar antenadas no dia-a-dia das mudanças que virão; mudanças estas que serão mais impactantes nas vidas do homem comum, bem como nas das empresas pequenas, médias e grandes.

A era das incertezas da sociedade pós-moderna que se anuncia já é uma realidade entre nós.

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