Tecnologia é chave para pólo industrial se manter competitivo

Se em seus primeiros 30 anos de existência o PIM (Pólo Industrial de Manaus) não esteve amparado por uma base tecnológica sólida, na última década as instituições de pesquisa que se instalaram no Amazonas mudaram de forma incontestável esse quadro.

De 1998 até o presente exercício, vieram do governo federal o CBA (Centro de Biotecnologia da Amazônia) e o CT-PIM (Centro de Ciência, Tecnologia e Inovação do PIM); e da iniciativa privada a Fundação Desembargador Paulo Feitoza, Genius Instituto de Tecnologia e INdT (Instituto Nokia de Tecnologia). Criado em 1999, o Genius vem se destacando com projetos nas áreas de reconhecimento automático de fala, software e aplicativos para aparelhos móveis, sistemas embarcados, plataformas para TV e DVD e soluções para TV digital.

Não por acaso, a instituição recebeu no último dia 18 o Prêmio Finep de Inovação Tecnológica 2007 (etapa regional), na categoria Instituição de C&T e segue agora para a disputa nacional. Para saber mais sobre os projetos executados pela instituição tecnológica para as indústrias do Pólo Industrial de Manaus, como por exemplo o desenvolvimento do set-top box, o Jornal do Commercio conversou com o diretor do Genius, Carlos Eduardo Pitta. Confira a entrevista na íntegra.

Jornal do Commercio – O Genius venceu na etapa regional o Prêmio Finep de Inovação Tecnológica 2007, na categoria Instituição de C&T. Que plataformas tecnológicas desenvolvidas pelo instituto ao longo de sua história lhe renderam esse título?

Carlos Pitta – Nós trabalhamos há oito anos principalmente com reconhecimento padrão de fala e fortemente com microeletrônica e TV digital. Nossa pesquisa nessa tecnologia já dura quatro ou cinco anos. Naturalmente, desde que o Brasil começou a sinalizar em adotar um novo sistema de televisão. A partir daí, começou a haver a necessidade de um produto para ir ao mercado e o Genius Instituto de Tecnologia já estava com sua tecnologia desenvolvida para atender essa lacuna.

JC – Mas o padrão japonês só foi definido em junho do ano passado…

Pitta – O Genius já estava trabalhando em pesquisas de TV digital com todos os padrões (americano, japonês e europeu) há algum tempo, estávamos bastante avançados. Atualmente, estamos fazendo o desenvolvimento do set-top box (conversor de sinal analógico em digital).

JC – Quanto o Genius está aplicando no desenvolvimento do decodificador?

Pitta– Infelizmente não posso revelar valores exatos. O Genius investiu nas suas pesquisas de TV digital algo próximo a R$ 3 milhões ao longo dos últimos cinco anos. Mas essas são pesquisas próprias, internas. O desenvolvimento do set-top box é feito com investimento do governo e da Gradiente Eletrônica, que é um de nossos clientes.

JC – Recentemente foram divulgadas notícias pela imprensa a respeito de uma suposta crise financeira da Gradiente, que envolviam a venda de uma das plantas fabris instaladas em Manaus para a Moto Honda. O instituto não tem receio de parar o desenvolvimento do decodificador por alguma dificuldade da empresa no PIM?

Pitta– De forma nenhuma. A Gradiente é um cliente que nunca falhou conosco e não vejo a menor possibilidade de que isso ocorra agora.

JC – Quando termina esse projeto com a empresa?

Pitta – A Gradiente tem como objetivo estar no mercado no lançamento da TV digital, assim como todos os outros fabricantes. Ela pretende estar com o set-top box à venda nas lojas no dia em que começarem as transmissões.

JC – No dia 2 de dezembro a TV digital começa oficialmente a ser transmitida na cidade de São Paulo. Quais são as perspectivas do Genius nesse mercado?

Pitta – O mercado naturalmente vai trazer grandes oportunidades para quem entende do sistema, para o desenvolvimento não só de equipamentos como de aplicações, de soluções específicas. Um mercado que deve se sobressair é o de homebanking. Hoje uma das estratégias dos bancos é tirar o

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