Tecnologia brasileira dá mais segurança

Não são raras as notícias sobre sequestros ou troca de bebês em maternidades. O grande número de funcionários, pacientes e visitantes torna difícil o controle sobre quem entra em contato com os recém-nascidos. Por isso, os hospitais vêm, cada vez mais, investindo em equipamentos e tecnologia para assegurar a segurança dos bebês e de suas famílias.
Normalmente, os casos de sequestros acontecem quando pessoas tentam se passar por funcionários do hospital. Para evitar esse crime, o controle e o cadastramento de funcionários são obrigatórios. O hospital Albert Einstein, em São Paulo, por exemplo, é uma das referências em segurança no país. Segundo o coordenador da maternidade, médico Eduardo Cordioli, o hospital conta com três barreiras que evitam a entrada de desconhecidos. A primeira é ainda antes de entrar na área comum do hospital, no estacionamento, quando visitantes devem se cadastrar e funcionários se identificar. A segunda é já no prédio da maternidade, onde é necessário se apresentar na recepção, que entra em contato com a mãe do bebê para autorizar ou não a visita. E a terceira barreira são as câmeras de segurança ligadas 24 horas, que cobrem corredores e áreas comuns do hospital.
Outro cuidado é a identificação do bebê para evitar as trocas na maternidade. Assim que nasce, o bebê e a mãe recebem a mesma etiqueta com um código de barras. Além disso, o hospital conta com um “sistema de palms”: todos os funcionários têm um aparelho (um palm top), e sempre que o bebê é movimentado, do berçário para o quarto, por exemplo, o gadget lê e registra o código de barras da criança, permitindo saber sua localização.
Uma nova tecnologia de identificação está sendo desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal do Paraná. Trata-se de um leitor biométrico das pontas dos dedos, mãos e pés dos recém-nascidos capaz de gerar um banco de dados dos bebês registrados. Segundo um dos coordenadores do projeto, Luciano Silva, as informações do bebê são ligadas às da mãe e podem ser acessadas sempre que necessário. O projeto já começou a ser aplicado em maternidades de Recife, em Pernambuco, e deve se expandir para mais cidades até o fim deste ano.

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