27 de maio de 2022

Tecnologia 5G: antes tarde do que nunca

5g
FOTO: REUTERS/Sergio Pérez

Após uma série de ajustes e revisões, a diretoria da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou o edital e agendou o leilão que define o futuro da implementação da tecnologia 5G no país. O movimento, que se iniciou em 2019, parece próximo de uma definição.

Diferentemente do que pode saltar aos olhos em um primeiro contato, a tecnologia 5G não diz respeito apenas a ferramentas mobile ou conexões mais velozes, como somos induzidos a imaginar frente aos anúncios de operadoras de telefonia móvel em flagrante tentativa de conquistar clientes. O 5G corresponde à quinta geração de tecnologia wireless, um novo conceito de conectividade. Mais importante do que carregar vídeos e arquivos mais rapidamente é o fato de que o tempo que uma mensagem leva a partir do momento em que sai de um ponto até chegar a outro é praticamente reduzido a zero. E isso muda todo o jogo.

A implementação do 5G será marcante para economia global, não apenas pela sua própria evolução, mas por ser o grande catalisador para o desenvolvimento de novas possibilidades e o aperfeiçoamento de tecnologias já existentes. Estamos aqui falando sobre novos paradigmas de relacionamento empresarial. 

A instantaneidade e a confiabilidade das conexões com o 5G abrem caminho para uma nova era nos negócios brasileiros. E é aqui que percebemos o seu verdadeiro valor. Em estudo próprio, a Oracle ouviu líderes de 265 companhias de médio e grande porte, dos mais diversos setores da economia. Os benefícios listados como insights compreendem o esperado aumento na eficiência com a melhoria na automação e controle de processos, por exemplo, mas também apresentam uma importante tendência: boa parte das empresas buscará novas formas de monetização a partir do 5G, trazendo ganhos multidimensionais ao longo de toda a cadeia de produção e relacionamento com clientes.

A instalação desse novo paradigma, é claro, traz consigo uma necessidade de atenção às repercussões legais. Todos esses exemplos representam novas possibilidades de relações entre empresas e entre empresas e consumidores, essencialmente movidas por dados. 

Ainda que regulamentações específicas sobre essas novas relações jurídicas cheguem ao país com atraso ainda maior do que a própria tecnologia, isso não deve (e não pode) significar um impedimento às inovações. Cabe a nós a busca atenta por referências, conceitos e marcos jurídicos internacionais capazes de antecipar discussões e promover maior segurança mesmo frente a cenários incertos.

Por todos esses motivos, a chegada, ainda que tardia, da tecnologia 5G no Brasil não precisa significar, necessariamente, que chegar atrasado à festa é algo ruim. Uma certeza fica: o movimento é global. Por isso, é preciso olhar para os próximos capítulos com o otimismo de um copo meio cheio, já carregado com informações valiosas que permitem a antecipação e identificação de oportunidades de negócios.

Foto/Destaque: Divulgação

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