O uso de fungicidas é a medida mais utilizada no controle da sigatoka negra em bananais comerciais em todo o mundo. Cientistas da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e da Universidade de Wageningen (Holanda) prepararam um projeto de pesquisa que objetiva a redução do uso pesticidas em banana. Pretende-se que em uma década o uso de fungicidas e nematicidas nos bananais seja reduzido em até 50%.
O foco do projeto é o controle da sigatoka negra (Mycosphaerella fijiensis), principal doença que atinge a bananicultura, e do nematóide Radopholus similis. O escopo do programa conta com nove grupos de trabalho. Destes, três compõem o MusaForever – que é uma plataforma de transferencia tecnológica e de capacitação de recursos humanos. A idéia é obter mais conhecimento científico e ferramentas biotecnológicas necessárias para otimizar o controle genético da doença.

Referente a essa ação, os pesquisadores da Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus), Luadir Gasparotto e José Clério Pereira, desenvolveram uma técnica de aplicação de fungicida diretamente na axila da segunda folha da bananeira que reduz para apenas quatro aplicações por ciclo, enquanto que nos países da América central chegam a fazer 50 a 60 aplicações.

Os trabalhos foram iniciados em 2003 e já conta com publicações científicas em revistas especializadas e apresentações em congressos, cursos de treinamentos etc. Já tem produtores utilizando essa técnica em Iranduba e Presidente Figueiredo, no interior do Amazonas.

A técnica desenvolvida pelos pesquisadores consiste na adaptação de uma seringa veterinária para deposição do fungicida diretamente na axila da folha. No momento, o protótipo está sendo melhorado pela Embrapa Instrumentação Agropecuária (São Carlos -SP), para ser produzido em escala comercial.

Até o momento são recomendados os fungicidas Azoxystrobin e Frutriafol, pois os demais fungicidas recomendados para aplicações convencionais tem se mostrados fitotóxicos (que maltrata a planta), mas novas pesquisas estão sendo conduzidas para solucionar o problema.

Conforme os pesquisadores, as vantagens dessa técnica em relação à aplicação aérea e/ou terrestre com pulverizadores são: maior eficiência no controle da sigatoka negra; redução significativa do número de aplicações; fácil acesso aos pequenos produtores; menor contaminação ambiental e outros benefícios.

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