6 de dezembro de 2021

Taxistas resistem à crise e registram volta de usuários

Se por um lado a desistência de motoristas por aplicativos no Amazonas segue uma crescente em função da alta do combustível, a categoria de taxistas no Estado contrastam este cenário. De acordo com o Sintax (Sindicato dos Condutores Autônomos e Taxistas de Manaus),  a procura pelos serviços apresentou crescimento de 30%. Dados que acompanham o levantamento do app Vá de Táxi, indicando esse tipo de transporte se tornou preferência para muitas pessoas e, apesar dos elevados preços dos combustíveis, atualmente, os taxistas estão trabalhando cada vez mais.

Conforme o levantamento, entre janeiro e setembro, a demanda cresceu 36%, em todo país. Em Manaus, a plataforma registra aumento de 2% na quantidade de passageiros e 2% de taxistas em 2021. No segundo quadrimestre deste ano o número de corridas dobrou com relação ao primeiro.  

O movimento está relacionado à flexibilização das medidas restritivas e à retomada da economia, que levam ao aumento da demanda por mobilidade. Ao mesmo tempo, está ocorrendo a migração de usuários de aplicativos de motoristas particulares para o táxi. 

O presidente do Sintax José Carlos, afirma que o mercado está bem vantajoso para o segmento, após perdas de 70% após a chegada dos motoristas por apps. “É claro que o valor do combustível também pesa para a gente, mas o impacto é menor. A nossa categoria não possui intermediário e nem precisamos repassar tarifas para empresas. O que a gente fatura é nosso”.

Ele destaca que os taxistas precisaram se adaptar e também lançaram uma plataforma de mobilidade para atender a demanda do mercado, mas que a adesão por parte dos usuários é opcional. “Há, inclusive, um aumento no número de motoristas autônomos deixando as plataformas que estão cadastrados como Uber e 99 e retornando eu migrando para o táxi”. 

Atualmente, o Sitax possui cerca de 2,5 mil taxistas na ativa. O número de permissões para concessão municipal e adesão à placa de táxis chega a mais de 4 mil. 

“Para se ter uma ideia, o último reajuste que a categoria teve foi  em 2015  e estamos nos mantendo até hoje. O nosso serviço sempre teve o seu preço calculado graças a isso está se sustentando”, citou. 

Apesar da categoria não ter reajuste há pelo menos seis anos, o presidente do Sintax diz que o momento é absorver a boa maré com o retorno dos clientes e manter como está. “O importante é que estamos recuperando aos poucos o que nós perdemos”.  

Queda na qualidade dos serviços

No site Diário do Transporte, o diretor de Produto da Vá de Táxi, Fernando Chavarro, atribui que o aumento nas viagens canceladas está entre os principais problemas enfrentados por passageiros que usam os aplicativos de transporte individual nos últimos meses.

Os desafios já estão gerando reflexos no mercado de transporte. Um outro levantamento da Vá de Táxi realizado em agosto de 2021 mostra que houve um aumento orgânico de 60% na demanda por táxis nas principais capitais do Brasil.

Este aumento pode estar associado à baixa qualidade dos serviços prestados por motoristas autônomos de aplicativos para transporte individual.

É o que avalia Fernando Chavarro. Segundo o executivo, o aumento do número de corridas se dá em parte pelo retorno do trânsito à sua normalidade mas, em parte, organicamente, pela migração de usuários de aplicativos de motoristas particulares para o táxi.

“Nosso crescimento tem sido em torno de 18% mês a mês nos últimos seis meses”, afirma Chavarro. De acordo com o diretor, 60% do crescimento orgânico pode ser atribuído à péssima qualidade do serviço prestado pelos aplicativos concorrentes. “Varia de cidade para cidade, mas nas grandes capitais, onde o volume de corridas é mais significativo, o percentual é este”, explica.

Embora as reclamações sejam variadas, a mais comum relatada por usuários que migraram para o serviço de táxi é o cancelamento de corridas. O cliente solicita um carro pelo aplicativo, o motorista confirma, mas cancela assim que aparece a possibilidade de pegar outra corrida de maior valor aumentando, desta forma, o tempo de espera do passageiro. “Parece que esses motoristas não são punidos por causa desses cancelamentos. Ou seja, esses aplicativos estão se esquecendo da experiência do usuário final, desrespeitado com esse comportamento”, comenta Chavarro.

O diretor ressalta que os motoristas de aplicativos só podem fazer corridas por meio das plataformas em que estão inscritos e que cobram em torno de 30% de taxas sobre o valor da corrida.

Foto/Destaque: Divulgação

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