Taxa sobe em abril, mas crédito bate recorde

As taxas cobradas pelos bancos no cheque especial e no empréstimo pessoal subiram em abril, segundo a pesquisa mensal de juros do Banco Central divulgada hoje.
No cheque especial, a taxa passou de 149,8% para 152,7% ao ano entre março e abril. No empréstimo pessoal, subiu de 50,5% para 50,6% ao ano.
O crédito para aquisição de veículos, no entanto, ajudou a segurar os juros cobrados para pessoas físicas no mês passado.
As taxas para compra de carros tiveram recuo de 30,1% para 29,8% ao ano.
Com isso, a taxa média para o consumidor passou de 47,8% ao ano em março para 47,7% em abril e voltou aos níveis de junho de 2007. No final do ano passado, a taxa chegou a cair para 33,8% ao ano, mas voltou a subir em 2008, atingindo o pico no mês de fevereiro (49%). A alta dos juros no começo do ano acompanhou a interrupção da queda da taxa básica de juros promovida pelo Banco Central. Também foi influenciada pelas novas regras do IOF (Imposto sobre Operaçõzes Financeiras) instituídas neste ano para compensar o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).
Apesar dos juros maiores em algumas modalidades, o volume de crédito bateu novo recorde no mês passado.

Inadimplência se manteve quase estável

O volume de financiamentos subiu 2,5%, para R$ 1,02 trilhão, e acumula alta de 30,9% em 12 meses. Esse valor corresponde a 36,1% do PIB (Produto Interno Bruto), ante 31,6% em abril de 2007.
Considerando-se apenas os recursos livres, foram R$ 725,5 bilhões, um aumento de 2,8% no mês e 35% em 12 meses.
A inadimplência se manteve praticamente estável e passou de 4,1% no mês de março para 4,2% no mês de abril.

Spread
bancário
Os juros das empresas apresentaram desaceleração no mês de abril, de 26,5% ao ano para 26,3%. Com isso, a taxa geral (pessoa física e jurídica) passou de 37,6% para 37,4% ao ano.
Houve redução também do spread bancário -diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa efetiva cobrada dos clientes. O spread geral caiu 0,4 ponto percentual em abril (para 25 pontos percentuais), mas subiu 2,7 pontos no quadrimestre.

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