Taxa do crédito pessoal derruba juros médios

Essa é a taxa mais baixa desde o início da série histórica do Banco Central, de julho de 1994. Além da queda nos juros, também foi verificada um recuo no spread -diferença entre o custo da captação das instituições financeiras e a taxa efetiva cobrada dos clientes-, que passou de 36,3 pontos percentuais a 35,3 pontos.
Os juros no crédito pessoal apresentaram em agosto uma queda de 0,7 ponto percentual, para 49,9% ao ano. Em 12 meses esse recuo é de 9,2 pontos percentuais. Dentro dessa modalidade está o crédito consignado -desconto em folha de pagamento-, que apresentou um recuo de 0,2 ponto, para 30,7% ao ano no mês passado.
A queda nessa modalidade foi determinante para o recuo das taxas para a pessoa física, já que as demais ficaram estáveis ou subiram. Na aquisição de veículos, a taxa ficou estável em 28,7% ao ano. Em 12 meses, o recuo chega a 4,2 pontos percentuais.

A taxa para aquisição dos demais bens teve elevação de 0,5 ponto, para 55,2% ao ano em agosto. Queda no acumulado de 12 meses é de 4,2 pontos.
No cheque especial, a alta foi de 0,3 ponto e a taxa terminou o mês passado em 139,5% ao ano. No ano, a modalidade mais cara ao consumidor apresentou um recuo de apenas 4,1 pontos. No caso das empresas (pessoas jurídicas), a taxa de juros subiu para 23,1% ao ano em agosto, com uma elevação no spread de 0,3 ponto, para 12,4 ponto percentuais. Com isso, a taxa média geral, que inclui as empresas e as pessoas físicas, caiu de 35,9% ao ano em julho para 35,7% ao ano no mês passado. Esse é o menor patamar desde o início da série, de julho de 2000. A queda do spread foi de 0,4 ponto, para 24,7 pontos.
Em relação à pontualidade dos consumidores brasileiros, a taxa de inadimplência -atrasos superiores a 90 dias- ficou estável em 4,7%. Nas empresas, ela ficou em 2,4%. Para as pessoas físicas ela ficou em 7,2%.

Banco vê espaço para alta no crédito habitacional e leasing

Com crescimento de mais de 20% nos últimos 12 meses, o volume de crédito disponível no Brasil tem subido baseado no financiamento ao consumo. Os R$ 841,507 bilhões de crédito total disponível em agosto representam 33,1% do PIB (Produto Interno Bruto) e o Banco Central espera que essa participação irá subir.

“Nosso crédito cresce para financiar o consumo. Com a dilação dos prazos, o que se espera é que o volume de crédito continue a crescer”, afirmou Altamir Lopes, chefe do Departamento Econômico do BC.
A maior participação já registrada foi em janeiro de 1995, quando o volume de crédito total do sistema financeiro nacional chegou a 36,8% do PIB. Em valores nominais, as operações de crédito cresceram 2,9% em agosto na comparação com o mês anterior e 24,8% nos últimos 12 meses.

Lopes afirmou que há muito espaço para o crescimento nas modalidade de leasing e crédito habitacional. No entanto, a base dessas duas modalidades ainda é baixa. “A partir do crédito imobiliário e leasing é que se imagina a possibilidade crescimento”.
O leasing para as pessoas físicas apresenta um avanço de 79,8% em 12 meses e de 7,4% em agosto. Ao todo, essa modalidade possui um estoque de R$ 21,764 bilhões em crédito.

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