Tapajós é projeto de desenvolvimento

O professor da Universidade Federal do Pará, Edvaldo Bernardo, considera a criação do Estado do Tapajós como o maior projeto de desenvolvimento sócio-econômico do Norte do país. Para ele, nenhum outro projeto do governo estadual ou federal, em pouco tempo, trará um desenvolvimento mais acentuado, até porque a viabilidade é real, com sua condição geográfica fazendo fronteira com o Amazonas, Mato Grosso, Pará, Macapá e todas as Guianas. A declaração foi dada durante a audiência pública na Assembléia Legislativa do Amazonas, na manhã de sexta-feira, proposta do deputado Sinésio Campos (PT) para debater o projeto. Como coordenador do plebiscito que será realizado na região, uma iniciativa de autoria do deputado Zé Lima (PA) e já aprovada no Senado em novembro de 2000, está como primeiro da fila para apreciação na Câmara dos Deputados. Edvaldo Bernardo disse que a questão da criação do Estado do Tapajós pode ser entendida até como estratégia na função da soberania nacional e resguardo das fronteiras amazônicas. “O Tapajós não será somente bom para o Pará, mas para a Amazônia e o país, beneficiando a todos no plano estratégico e econômico”, disse. Questionado se o governo federal estaria propenso a arcar com tamanha despesa para a criação de um novo Estado, disse ele que a União pode não aceitar a criação de seis Estados na região, mas já considera o Estado do Tapajós como uma realidade, lembrando que a proposta do Pará existe desde 1853.

Plebiscito antecede criação

O vice-governador do Pará, Odair Correa, afirmou que é a favor do plebiscito para a criação do Estado do Tapajós, salientando que há 23 anos luta junto ao Congresso Nacional, pelo projeto. No seu entender, com a aprovação do projeto, a Amazônia passa a usufruir de possibilidades maiores, positivas e otimistas, na posição de representante em nível nacional, aumentando o quantitativo de deputados federais, senadores e deputados estaduais.
A cor política, segundo ele, passa a ter uma conotação maior para a Amazônia. E se a região precisa de mais parlamentares no Congresso Nacional, com certeza o projeto é uma possibilidade de os amazônidas tirarem um denominador comum para o crescimento e para a melhoria da qualidade de vida na Amazônia.

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