Tadros diz que dados do IBGE prejudicam a economia local

O presidente da Fecomércio (Federação do Comércio de Bens Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), Roberto Tadros, qualificou como absurdo os dados parciais da Contagem Populacional 2007 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que apontou a redução de 147 mil habitantes no número populacional de Manaus.
Segundo o empresário, há uma série de indicadores que aponta o contrário. “A cidade está em pleno desenvolvimento. Temos grande movimentação no comércio, ampliação de shoppings centers, construção de empreendimentos imobiliários, abertura de novos conjuntos habitacionais”, citou Tadros, ressaltando que não há dados que indiquem a saída em larga escala de pessoas da capital.
Roberto Tadros comentou sobre os noticiários dado conta do surgimento de novos bairros e invasões em Manaus, o que mostra um grande êxodo rural. Tadros teme que a informação do IBGE possa causar um “abalo brutal” na economia da cidade.
Entre os problemas destacados pelo empresário está a diminuição do FPM (Fundo de Participação do Município), cujo percentual é determinado principalmente pelo número de habitantes estimado anualmente pelo IBGE. “Com a redução do FPM, é possível que a prefeitura queira compensar a redução do fundo aumentando os tributos para os empresários, que pagam um grande número de impostos”, disse o presidente da Fecomércio, assinalando que está preocupado com os prejuízos que essa notícia possa trazer à ZFM (Zona Franca de Manaus, que seria vista como decadente.
Outro abalo econômico decorrente da pesquisa do instituto, conforme Tadros, seria o recuo nos investimentos comerciais na região, inibindo a abertura de novas frentes de trabalho.
“O indicativo do IBGE sugere ainda que houve uma retração no ciclo migratório do interior para a capital. O que não é verdadeiro. A propagação dessa informação como realidade resultaria na diminuição de investimentos para conter a ida do interiorano para Manaus, provocando o crescimento migratório”, avaliouTadros.
Por todos estes motivos, o empresário disse que os órgãos competentesdo Estado precisam contestar essa pesquisa junto ao IBGE.

Arrecadação está em alta

O subsecretário de Finanças da prefeitura de Manaus, Miguel Brandão Câmara, assegurou que, tomando como base a questão tributária, percebe-se que Manaus está crescendo e não em retração. “O aumento do número de pagamento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), por exemplo, confirmam a movimentação progressiva da cidade. Não há nenhuma estimativa quanto ao aumento de imóveis desabitados e a diminuição comercial da cidade”, avaliou.
O presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), José Nasser, se diz surpreso com a notícia, pois, segundo ele, a entrada constante de novos carros no trânsito de Manaus e o crescimento do consumo comercial, são informações que confirma o crescimento da cidade e não o encolhimento da população.
José Nasser disse que a assessoria técnica da entidade entrará em contato com o IBGE para saber quais as premissas desta contagem. Mas, diferentemente de Tadros, ele avaliou a redução como benéfica para a cidade porque evitaria o inchaço populacional.

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