Supremo encerra julgamento com denunciados transformados em réus

Todos os denunciados foram transformados em réus. Entre eles estão os ex-ministros José Dirceu (Casa Civil) Luiz Gushiken (Comunicação do Governo) e Anderson Adauto (Transportes),
o empresário Marcos Valério, os deputados João Paulo Cunha (PT-SP) e José Genoíno (PT-SP), além do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), autor das denúncias do mensalão. Após o encerramento dos trabalhos,
a presidente da Corte, Ellen Gracie, defendeu a atuação do STF. Detalhando um balanço sobre as atividades do tribunal, Ellen Gracie elogiou o relator do mensalão, Joaquim Barbosa. Ela lembrou ainda que, apesar do julgamento,
os ministros continuaram a trabalhar em outros processos e ressaltou que este foi um “julgamento histórico”. “É um julgamento que muitos consideram histórico. Tenho dificuldade em acreditar que alguma Corte
Suprema se reúna em sessão plenária para discutir um processo com essas minúcias”, afirmou a presidente. Em seguida, Ellen Gracie disse: “eu desejo registrar que o tribunal conclui esta primeira fase em prazo absolutamente compatível, em prazo
sui generis, com quatro dezenas de acusados, como também com as demais tarefas que correspondem ao cotidiano dos demais ministros”. Segundo a presidente do STF, apenas nos intervalos das sessões do julgamento foram distribuídos 2.094 processos. De acordo com ela, há 51 ações penais em tramitação na Corte. Desta relação, metade tem menos de seis meses em tramitação. Sem apontar nomes, a ministra respondeu aqueles que criticam a morosidade do STF. “É importante constatar também que, no momento em que encerramos este julgamento, o quanto são equivocadas algumas opiniões sobre a eficiência deste tribunal no trato da matéria penal”. O julgamento começou na última quarta-feira, dia 22. Para apressar as análises e votações, o relator do mensalão, Joaquim Barbosa, separou seu voto em capítulos de denúncias. O formato agradou aos demais ministros e facilitou o julgamento. Ellen Gracie elogiou a iniciativa do relator, lembrando que no voto havia 51 volumes e mais de 1.000 anexos. Segundo ela, a tecnologia colaborou para o trabalho. “Não fosse por isso teria consumido 20 meses”, disse a ministra. Nos dois primeiros dias, os 28 advogados que faziam as defesas dos denunciados tiveram tempo para apresentação de argumentos. Passaram pelo plenário do STF alguns dos advogados mais renomados do país: o ex-ministro da Justiça José Carlos Dias, Arnaldo Malheiros, Tales Castelo Branco, Marcelo Leonardo, entre outros. A defesa dos acusados foi elogiada pelos ministros. Um deles, Castelo Branco, mereceu comentários públicos dos ministros Eros Grau e Ricardo Lewandowski. Foi Castelo Branco, que defende o publicitário Duda Mendonça, que admitiu que seu cliente havia sonegado impostos, mas não lavado dinheiro. Relator evita divulgação de quantos réus serão presos O relator do mensalão no STF, ministro Joaquim Barbosa, evitou indicar quantos dos 40 réus envolvidos com o esquema de pagamento de propina serão presos. Segundo ele, qualquer comentário a respeito seria “mera especulação”. O relator negou ainda que o julgamento tenha sido influenciado por questões políticas. “Quem assistiu ao julgamento teve a oportunidade de ver e de perceber que as discussões foram eminentemente técnicas. Aliás, não suscitaram reações dos que estavam eventualmente do lado prejudicado”, afirmou o ministro, após o encerramento do julgamento que durou cinco dias e mais de 30 horas de sessão. Ao ser questionado sobre prazos, o relator insistiu que qualquer opinião não teria embasamento técnico. “Seria mera especulação fazer previsão de quando isso vai se concluir, quem irá ou não para a cadeia, já que estamos ainda em uma fase bastante preliminar de mero exame de indícios”, afirmou o Barbosa. Segundo o relator, o recebimento das denúncias pelo STF mostra que as instituições no país funcionam de forma independente. A mensagem fundamental é que as instituições funcionam perfeitamente e estã

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