Supermercados do Amazonas tem primeiro semestre positivo

O Amazonas registrou um primeiro semestre positivo no setor de supermercado, com crescimento de 3,2%, de janeiro a julho, os dados foram confirmados pelo o vice-presidente da Amase (Associação Amazonense dos Supermercados), Ralph Assayag.

A performance do estado, ficou bem próxima da nacional, apontando alta de 3,7% (deflacionado pelo IPCA/IBGE), de janeiro a junho. De acordo com o Índice Nacional de Vendas da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), apurado pelo Departamento de Economia e Pesquisa da entidade.  Considerando o melhor  resultado para o semestre dos últimos 8 anos.

Apesar do desabastecimento, e de alguns contratempos, o dirigente da Amase considera  o resultado  favorável. “O maior problema que nós tivemos foi a falta de algumas mercadorias, além da falta de embalagens na região Sul e a  chegada das cargas até Manaus”.

A redução no número de voos também é a apontada por ele como entrave ao longo dos meses e permanece “Ainda escolhem a carga que vai embarcar. De quem é, e que tipo de produto. Isso ainda é uma dificuldade que nós estamos tendo. O que também acarreta no aumento de preço”.

Conforme Ralph Assayag, a busca por embalagens e novas empresas para suprir isso é um pouco mais difícil porque elas precisam entender a realidade do Estado, e acaba havendo reajuste no preço. Quando sofre essa alteração perde o poder aquisitivo e cai a venda. 

Ralph cita que todo esse impulso foi motivado durante o pico mais alto da pandemia. Dados divulgados pelo setor no mês passado, apontava um acréscimo. Representantes do segmento atribuíam o resultado a chegada da pandemia do coronavírus (covid-19) e o isolamento social, que levaram as pessoas abastecer as despensas. Principalmente, com o anúncio do Lockdown, que embora não tenha acontecido, muitos consumidores optaram por estocar alimentos. 

De acordo com a Abras, no mês de junho, os supermercados apresentaram alta de 2,78% em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação com maio de 2020 houve queda real de -4,82% nas vendas. 

O presidente da entidade, João Sanzovo, considera que o resultado do semestre foi influenciado por muitos fatores. “Nos dois primeiros meses do ano tivemos números bem positivos e fevereiro contou com um dia a mais, por ser ano bissexto. Em março, veio a pandemia, e com o isolamento social o consumidor priorizou as compras de abastecimento, aumentou o tíquete médio para evitar as idas aos supermercados, e isso se estendeu para os meses de abril e maio, impulsionado também pelas antecipações de feriados. A partir de junho esse movimento começou a se normalizar. Também tivemos os reflexos do aumento de crédito no país, que impacta diretamente no poder de compra da população, com o auxílio emergencial, liberação do FGTS, antecipação da primeira parcela do 13ª dos aposentados, entre outros”, declara Sanzovo.

Embora otimista, o presidente vê com cautela os próximos meses. “Ao contrário de São Paulo, Rio de Janeiro e Manaus, em muitas localidades do país a pandemia chegou com mais força em julho, e o setor também tem sofrido com restrições no horário de funcionamento em muitas cidades. E o fim do auxílio emergencial, previsto para setembro, terá um impacto importante no crédito.”

A meta inicial da ABRAS, divulgada em fevereiro, é de 3,9% de crescimento em 2020. Como acontece anualmente, a entidade nacional está avaliando se fará uma revisão na projeção do ano ou se manterá a estimativa.

Abrasmercado 

Em junho, o *Abrasmercado registrou alta de 1,46% na comparação com maio, passando de R$ 534,48 para R$ 542,27.  No acumulado dos 12 meses (junho2019/junho2020), o valor da cesta subiu 11,33%. As maiores quedas nos preços foram registradas nos produtos: tomate, -17,02%, frango congelado, -3,04%, extrato de tomate, -2,63%, cebola, -2,39%, e ovo -2,34%. As maiores altas foram nos itens: queijo muçarela, 10,93%, feijão, 9,44%, carne dianteiro (acém, cupim, paleta, músculo, entre outras.), 5,12%, queijo prata, 5,03%, e arroz, 4,01%.

Regiões 

No mês de junho todas as regiões brasileiras apresentaram alta no preço da cesta Abrasmercado. A Região Norte foi a que apresentou a maior variação positiva, 2,02%, e passou de R$ 587,92 em maio, para R$ 599,79, em junho.

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