Superávit primário do setor público cai 57% no semestre

A economia da União, dos Estados e dos municípios para pagar os juros da dívida pública brasileira -o chamado superávit primário- caiu 57% no primeiro semestre de 2009 na comparação com o mesmo período do ano passado.
Entre os meses de janeiro a junho, a economia foi de R$ 35,3 bilhões, ante R$ 81,7 bilhões em 2008.
A queda foi puxada pela redução no superávit da União, que registrou uma queda de R$ 60,7 bilhões para R$ 20,9 bilhões.
Os governos e regiões também fizeram uma economia menor, de R$ 15,3 bilhões, ante R$ 19,2 bilhões no primeiro semestre do ano passado.
Já as estatais, que haviam feito um superávit de R$ 1,8 bilhão no começo do ano de 2008, registraram agora um déficit de R$ 1 bilhão.
Em 12 meses, o superávit primário soma R$ 60 bilhões (2,04% do Produto Interno Bruto).

Superávit em junho

Somente no mês de junho o setor publico registrou um superávit primário de R$ 3,4 bilhões, ante R$ 10,3 bilhões no mesmo mês do ano passado.
Descontado o pagamento de juros no valor de R$ 13,5 bilhões, restou ainda um déficit de R$ 10,1 bilhões nas contas públicas do país.
Já no acumulado do ano, o pagamento de juros foi de R$ 78,9 bilhões. Descontado o superávit primário do período restou ainda um déficit de R$ 43,7 bilhões.

Arrecadação fraca em 2009

De acordo com o Banco Central, a queda no superávit primário se deve ao “desempenho menos favorável da arrecadação em 2009’’, com a desaceleração da economia e as medidas de desoneração tributária para alguns setores produtivos para amenizar os efeitos devastadores da crise fiunanceira na economia do país.

Crescimento consecutivo

A dívida pública subiu no mês de junho pelo sexto mês consecutivo. O principal indicador que mede o endividamento da União, dos Estados e municípios (relação dívida/PIB, Produto Interno Bruto) teve um crescimento de 42,6% em maio para 43,1% em junho. Em termos absolutos, o valor da dívida pública chegou a R$ 1,259 trilhão. No final do ano passado, explica, estava em R$ 1,153 trilhão (38,8% do PIB).

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