Superavit comercial de janeiro é motivo de comemoração

O superavit de US$ 424 milhões na balança comercial de janeiro foi comemorado pelo governo, uma vez que desde 2008 o comércio brasileiro não registrava saldos positivos no primeiro mês do ano. Em 2009, janeiro teve deficit de US$ 530 milhões. Em 2010, o resultado foi negativo em US$ 179 milhões.
“Nos últimos dois anos não tivemos um resultado dessa magnitude. Em janeiro as exportações cresceram mais do que as importações e esse superavit nos anima muito para o decorrer de 2011”, afirmou o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Alessandro Teixeira.
De acordo com dados do ministério, a exportação de US$ 15.215 bilhões foi recorde para meses de janeiro, assim como as importações de US$ 14.791 bilhões.
Mais uma vez, o desempenho das vendas brasileiras ao exterior foi influenciado pelos aumentos nos embarques de minério de ferro, com expansão de 151% ante janeiro do ano passado. O crescimento no entanto, está diretamente relacionado ao aumento dos preços da commodity (144%) no período, uma vez que a quantidade exportada aumentou apenas 8% no mesmo período de comparação.
Para o secretário, porém, apesar da concentração das exportações em commodities, é positivo o fato de o País ter avançado nas vendas em todos os segmentos. “O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de bens naturais e isso não vai mudar. Mas temos conseguido incorporar valor agregado. Eu estaria preocupado se estivéssemos crescendo em básicos e diminuindo em manufaturados”, completou.
Teixeira também destacou o aumento dos embarques de autopeças e veículos, principalmente para os países do Mercosul, África e para os Estados Unidos. Segundo o secretário do MDIC, o desempenho das vendas para a União Europeia também foi positivo, refletindo a recuperação das economias da região. Pelo lado das importações, os destaques continuaram nas compras de máquinas e equipamentos, além do crescimento de automóveis.

Banco de dados de engenheiros

Para mapear a falta de mão de obra em setores de tecnologia estratégicos para o País, o MDIC vai realizar um censo nacional para medir a oferta de profissionais de engenharia no Brasil. A Secretaria de Comércio e Serviços do ministério planeja dar início ao processo em junho deste ano, em parceria com o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) e com os conselhos regionais.
Segundo o MDIC, a intenção é “criar um banco de informações que permitirá às empresas saber onde buscar engenheiros para as grandes obras de infraestrutura e do pré-sal previstas nos próximos anos”. Os engenheiros serão convocados pelos conselhos regionais e federal para responderem a um questionário sobre a instituição de graduação, o ano de formatura, o tempo de exercício e a disponibilidade para voltar a atuar na área, se estiverem em outras ocupações.

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