Super Receita trouxe caos no atendimento

A nova secretária da Receita Federal do Brasil, Lina Maria Vieira, que substituiu Jorge Rachid, disse que a fusão da Receita Federal com a Receita Previdenciária, que criou a chamada Super Receita, está se refletindo em muitas dificuldades no atendimento ao cidadão.
Ela atribuiu o problema à integração entre os funcionários dos diferentes órgãos, devido a diferenças de salários, além de problemas em relação às suas atribuições.
“Temos passado por muitas dificuldades, principalmente no atendimento. Algumas alterações e vivências constrangedoras para quem trabalha atendendo ao cidadão, que foi a fusão da Receita’’, afirmou a secretária, durante evento com funcionários do órgão.
Segundo a secretária, “algumas coisas não foram bem feitas’’ em relação aos funcionários que vieram da Previdência, por isso, muitos estariam “magoados’’.
“A gente sabe que há alguns problemas quando não se tem atenção voltada às pessoas. Eu sei que muitos servidores estão magoados, da forma como foram recebidos na organização. Precisamos abrir a nossa casa e recebê-los bem’’, afirmou. “Sinto, pelo que estamos colhendo, que algumas coisas não foram bem feitas nessa área de pessoas’’.

Caos no atendimento

Para Lina, o reflexo disso está sendo visto no atendimento ao público, problema que ela prevê solucionar em breve com uma melhor definição entre as carreiras.
“Nós lamentamos todos estes acontecimentos. Estamos correndo atrás do prejuízo em relação ao caos que estamos vivendo na ponta’’, afirmou. “Se temos como missão fazer um atendimento de excelência à sociedade, nós precisamos identificar onde estão esses gargalos para tentar resolver essa situação’’.
Segundo Lina Maria Vieira, embora esteja sendo ruim para o cidadão, a fusão foi importante para aumentar a arrecadação do governo, cujo recorde batido nesse ano é atribuído também a uma melhora na fiscalização.
“Nós já tivemos com essa fusão o êxito da arrecadação, a melhoria dos processos, o treinamento e a capacitação dos nossos servidores.’’

Saída de Rachid

Lina Maria citou em seu discurso o antecessor Jorge Rachid, responsável pela fusão das duas secretarias, mas evitou responsabilizá-lo pelo problema. “É algo que foi criado não porque eu, ou a doutora Lieda, ou o doutor Barreto [ambos secretários-adjuntos da Receita], ou o próprio ex-secretário quis. Foi uma coisa necessária. A fusão foi importantíssima para administrarmos as receitas tributárias’’, disse.
Em relação à saída do ex-secretário, demitido na semana passada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, para dar lugar à secretária indicada pelo PT, Lina afirmou que toda mudança é “salutar’’.
“A saída de doutor Rachid foi uma perda para todos nós. Ele fez um excelente trabalho enquanto ficou à frente desta casa. Mas também temos que ver, enquanto integrantes de uma organização, a temporariedade no cargo. Isso é salutar, que haja essas mudanças’’, afirmou. “Não temos que ficar só lastimando, temos que aproveitar o que transcorreu’’, assinalou a secretária.

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