Suframa vive estado de greve mais uma vez

Foi deflagrado estado de greve, com mobilizações e/ou paralisações préaprovadas
e por tempo determinado, pelos servidores da Suframa (Superintendência
da Zona Franca de Manaus). A decisão foi tomada durante
assembleia realizada pelo Sindframa (Sindicato dos Funcionários
da Suframa), ontem, na sede da autarquia. Diferentemente da
greve, que via de regra, paralisa de imediato todos os servidores e
os serviços realizados pela autarquia, o estado de greve ameniza
a situação com paralisações pontuais que poderá ocorrer até o
final deste ano tanto na indústria quanto no comércio.
Segundo o presidente do Sindframa, Anderson Belchior, a
falta de um interlocutor para tratar dos pleitos dos servidores
juntos aos mistérios do Planejamento e do Desenvolvimento da
Indústria e Comércio Exterior, foi determinante para decidirem
pelo estado de greve. “Quando o sindicato retornou de Brasília,
nós sentimos que o clima não era do mais favorável para greve e
na reunião nós percebemos que o governo não tem a mínima
ideia do que está fazendo”, desabafou. De acordo com o superintende
da Suframa em exercício, Gustavo Igrejas, o governo federal
deverá reagir referente a decisão, até que pelo menos seja
apresentado uma reestruturação não só de cargos e salários dos
servidores, como também, uma reestruturação organizacional
da Suframa. “Na reunião que nós tivemos na sexta-feira passada
me pareceu que o Ministério do Planejamento está muito
decidido em por enquanto não dar o aumento. Igrejas defende o estado de
greve na Suframa por um direito dos servidores e uma forma legal
deles se manifestarem. “Hoje a Suframa tem um nível de salário
muito baixo. Eu já estou aqui há 27 anos, e digo que não é compatível
com as atividades que desenvolvemos, a importância
da Suframa com a região e a complexidade dos trabalhos com
que são feitos”, ratificou. O superintendente em exercício,
ainda informou que já havia um grupo fixado pelo ex-superintendente,
Thomaz Nogueira para trabalhar esse assunto num
prazo de 120 dias que vence no final deste mês de novembro,
que servirá como base para outra proposta. “Nós vamos pegar
esse trabalho agora e estamos pensando em criar um grupo de
trabalho até novo para trabalhar esse assunto”, disse.
O novo prazo para ser elaborada a nova proposta do PCCS
(Plano de Cargos, Carreira se Salários) dos servidores da Suframa,
foi estimado para este final de ano ou até o início de
2015. “Mas de pendendo do que tiver já feito por esse grupo anterior,
nós esperamos que pelo menos até o final de dezembro,
no máximo em janeiro, nós já tenhamos essa editoração pronta
para ser apresentada ao Ministério”, estimou.
Impacto no PIM .uanto ao impacto que o estado de greve vai causar às empresas instaladas no PIM (Polo Industrial de Manaus), a sociedade e própria autarquia,
Igrejas prefere manter a cautela e aguardar. “Eu também sou
servidor e hoje me manifestei com algumas ponderações em
relação a situação de reestruturação que a Suframa passa no
momento”, disse. Ele acredita que a decisão foi equilibrada e de alguma forma,
houve uma preocupação em prejudicar a sociedade e ao mesmo
tempo mostrar que o sindicato fazer manifestações e mostrar
a indignação em não conseguir os aumentos salariais que os
servidores almejam Há muito tempo. “O sindicato foi bastante
ponderado”, avalia. O presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Wilson Périco, avalia a decisão dos servidores da Suframa, de forma branda e consciente, após longos períodos de negociação com o governo
federal que não cumpriu o acordado. “E o que mais me frustra
é esse governo que vem de uma base de trabalhadores, tratar
com descaso as reivindicações dos servidores públicos”, desabafou.
Périco acredita que apesar de ser deflagrado o estado de greve,
o que não significa que haverá paralisações, mas que poderá
afetar a indústria e ainda mais o comércio, no último momento
de recuperação com as vendas no período de festas de final de ano.
“Afeta sim os investimentos e os trabalhadores de forma geral,
num período em que se espera um aquecimento no comércio e
também na economia do Estadodo Amazonas”, lamentou.

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