Suframa reúne pesquisadores e investidores para discutir produção do pirarucu

A Suframa organizou a “1ª Mostra de Integração de Projetos Inovadores para Produção Regional” com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento de produtos amazônicos de alto valor agregado. No primeiro evento, realizado na manhã desta quarta-feira (04), via plataforma on-line, foram discutidos projetos para o aprimoramento da cadeia produtiva do pirarucu com representantes de instituições de pesquisa atuantes na área e potenciais investidores. Entre as propriedades destacadas do peixe amazônico, estão: carne magra, nutritiva e sem espinhas intramusculares; couro como matéria-prima para bolsas e calçados; e carcaça que pode ser transformada em colágeno para diversas aplicações na área da saúde.

Durante o evento, os pesquisadores Ligia Uribe, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA); Jucilene Cavali, da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR); e Jackson Pantoja, do campus de Presidente Figueiredo do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam) apresentaram aos representantes de empresas fabricantes de bens e serviços do setor de tecnologia da informação e de comunicação da Zona Franca de Manaus (ZFM) projetos de solução para os principais gargalos da cadeia produtiva do pirarucu, como a oferta de rações úmidas e com matéria-prima regional (caroço de açaí, por exemplo) para a engorda dos alevinos, rastreabilidade de toda a cadeia para um selo aferidor de boas e sustentáveis práticas de produção, bem como a implantação de um sistema de minimização de custos do cultivo intensivo (em cativeiro).

Os pesquisadores destacaram, ainda, elevadas perspectivas de crescimento no mercado internacional. “Em 2020, a exportação de pirarucu gerou apenas US$ 10 mil. Há muito potencial de incremento”, afirmou Jackson Pantoja. A iniciativa foi aprovada tanto pelos pesquisadores quanto pelos investidores presentes no evento, que consideraram um momento “raro” de contato direto entre eles.

Bioeconomia

A cadeia produtiva do pirarucu pode ser uma opção de investimentos na área de bioeconomia para empresas beneficiadas pela Lei de Informática da ZFM, que têm a obrigatoriedade de investir em projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). “A ideia é que os projetos como esses relacionados ao pirarucu não sejam encarados pelos investidores apenas como alternativa para diminuir custos e cumprir obrigações legais, mas também como oportunidade para a geração de lucros”, disse o superintendente da Suframa, Algacir Polsin. O Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio) é um dos cinco programas prioritários para investimentos em PD&I e consiste no desenvolvimento de soluções para a exploração econômica sustentável da biodiversidade regional.

O coordenador-geral de Desenvolvimento Regional da Suframa, Vitor Lopes, salientou que a mostra tem o propósito de promover a interação entre pesquisadores e indústrias, na perspectiva de tornar evidentes projetos de fortalecimento de cadeias produtivas regionais e aumentar os impactos positivos da ZFM nos arranjos produtivos locais. Além disso, o evento também foi uma atividade-piloto baseada no paradigma da tríplice hélice da Inovação. “É uma concepção que pressupõe a união, inter-relação e o alinhamento de empresas, universidades e o governo para facilitar todo o processo de desenvolvimento e implementação de inovações”, explica Lopes.

Foto/Destaque: Divulgação

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