Suframa quer trazer estrangeiras

Na tentativa de reduzir o índice de importação e diversificar a cadeia produtiva fabril, a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) estuda os principais itens adquiridos a partir do comércio exterior, utilizados pela indústria nacional e amazonense, com o intuito de prospectar a atração de investimentos estrangeiros ao PIM (Polo Industrial de Manaus). Os trabalhos, que estão em fase inicial, compõem um pacote de ações que propõem maior produtividade, o impulso às exportações, o fomento das atividades agroindustriais e como resultado, geração de empregos.

De acordo com o superintendente da Suframa, Appio Tolentino, uma equipe técnica trabalha em um levantamento de informações com base na balança comercial brasileira e amazonense para checar quais são os principais insumos importados e de quais países e indústrias são provenientes. Tolentino afirma que a ideia é que a autarquia agende visitas às fabricantes estrangeiras para apresentar a atratividade da ZFM.

O projeto prevê a busca por empresas que produzam itens utilizados tanto pelas fabricantes de Manaus quanto pelas indústrias de outros Estados do país, como por exemplo, o segmento automotivo. Tolentino frisa que a ideia é substituir a importação e não buscar empresas que já estão instaladas no país.

“Estamos analisando quais itens a indústria brasileira importa. Vamos tentar chegar até essas indústrias localizadas no exterior e mostrar a atratividade da ZFM. A proposta é que essas empresas estejam no PIM ou até mesmo na Amazônia Ocidental. Em relação ao segmento automotivo, por exemplo, não teremos problemas políticos porque as peças utilizadas são importadas. Não queremos buscar empresas instaladas no Brasil, mas sim trabalhar uma política de substituição à importação”, explicou. “Acreditamos que a partir dessas ações e das parcerias conseguiremos diversificar a cadeia produtiva”, completou.
Para o presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Wilson Périco, é preciso preservar a competitividade do produtor final e gerar emprego. Ele frisa a importância do desentrave de PPBs (Processos Produtivos Básicos) que aguardam liberação por parte do governo federal, documento que apresenta cláusulas determinantes à compra dos insumos nacionais, reduzindo o índice de importação.

“De alguma forma é preciso manter, preservar a competitividade do produtor final e gerar emprego. Existe uma empresa que deseja produzir lâmpada led em Manaus, mas o PPB aguarda aprovação em Brasília (DF) há muito tempo. Enquanto isso, existe um trabalho que facilita a importação das lâmpadas”, disse.

Na avaliação do consultor e proprietário da empresa Profinco Projetos, Hélio Pereira, o projeto proposto e desenvolvido pela autarquia é positivo e deverá resultar em geração de emprego e menor volume de importação. Ele frisa a importância de estudar, também, os meios para o escoamento dos produtos para o comércio externo.

“É importante procurar trabalhar produtos com alto valor agregado e de baixo peso para facilitar o transporte como por exemplo os óculos, itens ainda não fabricados no PIM e que custam valores elevados. O fornecimento desses itens podem ser feitos em grande quantidade em apenas uma caixa”.
Segundo o consultor, a Suframa deve investir no fomento da extração de matéria-prima regional para uso da indústria cosmética. Ele afirma que o Estado apresenta forte potencial para a cadeia produtiva. “O Amazonas é rico em matéria-prima que pode ser utilizada para fins industriais do setor cosmético. É importante que a Suframa invista nesse setor. Os produtos podem ser comercializados no país e chegar ao mercado internacional”, comenta.

Conforme o superintendente Appio Tolentino, os trabalhos com o intuito de destravar os PPBs acontecem mensalmente em Brasília, onde ocorrem reuniões com as entidades de classe. Ele afirma que as viagens têm resultado em liberações dos processos produtivos. “A luta pelo desentrave dos PPBs é constante. Nos reunimos regularmente com as entidades de classe. Temos recebido apoio do Mdic (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços) e temos conseguido as aprovações. É um avanço, mas temos que continuar na insistência. Queremos ser instrumento de desenvolvimento e fiscalizar para defender o modelo ZFM, em respeito às leis vigentes e à sociedade”, concluiu.

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