Suframa e Panamá mapeiam oportunidades de negócios

A embaixada do Panamá no Brasil e a Câmara de Comércio, Indústrias e Agricultura panamenha desenvolverão um termo de referência no qual apontarão as oportunidades de negócios entre o país vizinho e o Estado do Amazonas.

A medida dá andamento ao memorando de entendimento assinado em março deste ano entre a superintendente da Zona Franca de Manaus, Flávia Grosso, e a gerente-geral da Zona Livre de Colón, Nilda Quijano, para a ampliação do intercâmbio comercial entre as das duas regiões.

O mapeamento das duas economias foi proposto pela direção da autarquia e acatado pela comitiva panamenha, que esteve na última terça-feira na sede da Suframa para conhecer os números do PIM (Pólo Industrial de Manaus) e ainda interessada em aplicar o memorando de entendimento como facilitador de futuras transações comerciais.

No centro das atenções estão a indústria local de alta tecnologia, com faturamento de US$ 22,8 bilhões em 2006 e o mercado panamenho, em expansão, e que oferece logística para importação e exportação de mercadorias.

Nichos mercadológicos

O embaixador do Panamá no Brasil, Juan Bosco Bernal, acredita que a partir do documento será possível promover, por exemplo, rodadas de negócios, onde poderão ser expostos os nichos de mercados de ambos os lados. “O Panamá tem uma população de 3,2 milhões de habitantes, com boa escolaridade e renda média de US$ 6,8 mil. No ano passado, nosso PIB (Produto Interno Bruto) manteve o desempenho dos últimos anos, registrando crescimento de 8,1%”, destacou.

O PIB panamenho tem crescimento acima da média mundial, aponta a coordenadora da Unidade de Assuntos Econômicos da Câmara de Comércio, Indústrias e Agricultura do Panamá, Rosemary Rodríguez, sobretudo por conta do setor de serviços.

“Isso tem impulsionado o mercado imobiliário e os investimentos do governo em infra-estrutura do país (portos e estradas)”, comentou a coordenadora.
Para o ex-presidente da entidade, o empresário José Javier Rivera, o Panamá é mercado para produtos como eletroeletrônicos e motocicletas, ou mesmo servir de base de exportação de mercadorias.

Firmar parcerias

A superintendente da Suframa, Flávia Grosso, aproveitou o encontro para firmar parceria com as autoridades panamenhas na divulgação da IV Fiam (Feira Internacional da Amazônia), marcada para setembro do próximo ano.

O evento é considerado como a maior vitrine de negócios da região. Na última edição, em 2006, reuniu mais de 100 mil visitantes, 318 expositores e mais de 200 empresas participaram das rodadas de negócios realizadas na feira.

“Vocês nos ajudam a divulgar a Fiam e nós fazemos o mesmo com a Expocomer, feira da qual participamos desde 2002”, propôs a superintendente da autarquia.

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