Sucesso do sabor tradicional e do novo

Amanhã (27), Manaus vai ganhar mais uma peixaria e, pra quem está acostumado a curtir os finais de semana nos balneários da cidade, o nome não será estranho: Peixaria e Restaurante Recanto do Quixito 2, uma espécie de ‘filial’ do Balneário do Quixito que no próximo ano completará dez anos na estrada do Puraquequara, no Distrito Industrial 2.

José Valdeci, o Quixito, adotou o apelido em homenagem ao rio que banha a cidade de Atalaia do Norte, onde nasceu. O rio Quixito é um afluente do Solimões. Fica praticamente inteiro dentro da remota região do Vale do Javari, onde habitam índios marubo, korubo e outras etnias. O município fica a 1.138 km de distância de Manaus, em linha reta.

Pois de lá, o Quixito, não o rio, mas o José Valdeci, resolveu vir para Manaus e depois de anos de trabalho, acabou por se tornar mais um interiorano que vem arriscar na capital e acaba por se tornar um empresário bem-sucedido nos negócios. “Vim de lá em 1979, há 38 anos, e sempre atuei com comércio. Durante 15 anos trabalhei com lavagem de carro até que um dia, em 2008, fiquei sabendo de um terreno no Puraquequara e o comprei para montar o restaurante, um restaurante pequeno, de acordo com as condições que tinha na época”, lembrou.

Mas o restaurante cresceu e se transformou no Recanto do Quixito, um local que mistura peixaria, balneário e pousada. Há pouco mais de um ano, novamente Quixito ficou sabendo de outro terreno à venda, agora nas proximidades da avenida Torquato Tapajós e resolveu comprá-lo para montar uma peixaria e restaurante. Durante cerca de um ano as obras foram realizadas e agora o espaço está pronto para ser inaugurado.

“Isso é o resultado de muito trabalho. Toda a arquitetura foi idealizada por mim, parecida com a do Recanto do Quixito 1, em madeira de lei certificada, com figuras amazônicas esculpidas na madeira e decoração com motivos amazônicos”, explicou. “Os pratos servidos aqui serão quase os mesmos do Quixito 1, com alguns que foram criados exclusivamente para cá”, adiantou dona Jô, a esposa de Quixito.

O básico que agrada
No cardápio, destaque para os peixes nobres da Amazônia: tambaqui, pirarucu e agora o matrinchã. “O que mais faz sucesso no Quixito 1 é a ‘costela de tambaqui com lombo sem espinha’, acompanhada com baião, farofa e vinagrete e, lógico, também teremos aqui”, falou Jô. “E a novidade será a ‘banda de tambaqui assada à moda Quixito’ em três tamanhos, acompanhada com arroz tacacá, farofa com castanha, patacom, banana frita e vinagrete”, disse. Já o pirarucu será servido em filés ou em porções.
Quanto ao matrinchã, será apresentado sob três formas: recheado com vinagrete; recheado com farofa de banana; e crocante, recheado com farofa de castanha, farinha de rosca e queijo ralado, em todos os casos, sem espinha e acompanhados com baião, farofa e vinagrete.

E ainda tem as caldeiradas de tucunaré, a mais famosa de todas; de costela de tambaqui; e de tambaqui no tucupi, todas acompanhadas de arroz branco, pirão e farofa. E quem gostar de peixe frito, poderá escolher entre jaraqui, sardinha e pacu; ou no escabeche: filé de pirarucu, tucunaré e tambaqui.

Quem preferir outro tipo de carne pode optar pela carne de sol na chapa, acompanhada de baião, farofa, macaxeira frita e maionese; ou filé na chapa, com arroz branco, farofa e salada. Frango, somente na entrada, com porções de ‘frango a passarinho’. “Não fizemos um cardápio muito extenso até porque, nesses quase dez anos de experiência na outra peixaria, já sabemos quais os pratos mais solicitados, então fizemos um básico, mas um básico da melhor qualidade”, falou dona Jô.

O Recanto do Quixito 2 funcionará de domingo a domingo, das 8h às 22h. Aos domingos encerrará o expediente às 15h. O local possui um amplo estacionamento com capacidade para mais de 100 automóveis. No interior do restaurante também o espaço é bastante amplo com capacidade para 250 pessoas sentadas. “Quem já conhece nossos pratos no Quixito 1, e quem não conhece, será muito bem vindo no Quixito 2, aqui na rua Jorge Luiz Milani, 297 – bairro da Paz, na passagem de nível que dá acesso ao conjunto Santos Dumont”, concluiu Quixito. Informações: (92) 9 9530-6884.

Inaugurando restaurantes
Desde que se formou em Gastronomia, há dez anos na faculdade de Assesc (Associação de Ensino de Santa Catarina), em Florianópolis, o chef Marcel Novaes já inaugurou cinco restaurantes. “Gosto de criar o cardápio, organizar o restaurante, vê-lo entrar em funcionamento. Depois de algum tempo, vou atrás de outro”, falou.

Marcel se tornou chef quase por acaso. “Fui estudar inglês na Inglaterra, em 2002, onde deveria ficar três meses. Fiquei quatro anos. Para me sustentar, fui trabalhar em restaurantes, lavando louça e foi assim que, vendo os chefs fazendo comidas, comecei a gostar de gastronomia”, recordou.

De volta ao Brasil, Marcel entrou na faculdade de Gastronomia e Hotelaria. “Juntando as duas, fiquei sete anos estudando. Depois que me formei fui trabalhar em Florianópolis mesmo, aí comecei minhas andanças. Fui para São Paulo, a capital, e Assis, a cidade onde nasci, até que meu amigo, o bartender e mixologista Rogério Simioni, paulista que estava em Manaus, me falou que o segmento da gastronomia estava muito bom aqui, aí vim pra cá”, disse.

Em Manaus desde setembro passado, Marcel já passou pelo Barolo e agora está no Batelão, duas casas de fina gastronomia. “A base da minha gastronomia é a culinária francesa. Trabalhei com o Erick Jacquin, em São Paulo, e a utilizo desde então. Digo que minha comida é contemporânea. Pego os ingredientes locais e misturo com outros pratos e acaba surgindo um novo sabor”, ensinou. “No Batelão o que os clientes gostam mais é o ‘pirarucu crispy’, o ‘carré de carneiro’ e o ‘salmão grelhado com arroz negro’. Se vou seguir inaugurando casas? Com certeza, sim”, afirmou.

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