Sucesso da culinária amazônica no distrito

Restaurantes e hotéis que surgiram, ou surgem, no Distrito Industrial são todos focados em atrair os milhares de funcionários (atualmente cerca de 90 mil) que trabalham nas quase 500 indústrias do PIM.

“Quando inaugurei a Ki Peixe, há oito anos, foi pensando em ter como clientes os funcionários das empresas das redondezas. Todo mundo que abre algum empreendimento aqui sabe do potencial de gastos dos funcionários do Distrito”, informou Said José Lasmar, proprietário da peixaria Ki Peixe, no porto da Ceasa.

“Praticamente não recebemos estrangeiros na Ki Peixe, em compensação vem gente aqui de todo o Brasil: São Paulo, Rio, Minas, Ceará. Muitos chegam em grupos, aí já até conhecemos de qual empresa são”, esclareceu.

Said confirma que frequentemente japoneses da Honda, Yamaha e Showa costumam aparecer na sua peixaria vindos por indicação, ou trazidos por outros colegas que já conhecem o espaço.

“Assim como os manauaras, tanto os brasileiros quanto os estrangeiros, gostam muito do filé de pirarucu e da costela assada de tambaqui, sem espinhas. São os pratos mais solicitados aqui, mas temos de tudo: caldeiradas de tucunaré e tambaqui; jaraqui cozido; sardinha e pacu fritos. Nosso cardápio agrada a todos”, afirmou.

“Não. Nunca nenhum cliente pediu para que fizéssemos algum prato de sua terra. Eles querem mesmo é provar a comida regional. Querem conhecer o que temos de gostoso. Também não temos problema para atender quando é algum cliente estrangeiro: ou eles vêm com alguém que fala português, ou eles mesmos falam português”, informou.

Promoções em curso

Dois importantes hotéis foram construídos em locais estratégicos do Distrito Industrial e sua clientela é basicamente formada por executivos das empresas que, em viagens de negócios, podem passar de dias a semanas hospedados nos estabelecimentos, sobrando também para movimentar os restaurantes destes hotéis.

O Holiday Inn foi inaugurado há dez anos, na avenida Rodrigo Otávio. Seu restaurante é o Naia.

“Com certeza o Holiday Inn foi pensado para este local, visando os executivos do PIM, que viajam pelo mundo, a trabalho”, contou Talita Paes, gerente de marketing do hotel.

“Praticamente todos os nossos hóspedes são funcionários do PIM, bem como todos os clientes do Naia”, completou.

Mas o restaurante é aberto a qualquer pessoa que queira saborear a feijoada das quartas-feiras e o buffet regional das quintas com sobremesa inclusa.

“Estamos com duas promoções valendo de quinta-feira a domingo: compre um petisco e ganhe uma cerveja nacional, ou então compre uma caipirinha e ganhe a segunda”, falou.

Diariamente o Naia tem um happy hour das 17h30 às 20h.

“A maioria dos nossos hóspedes são asiáticos: coreanos, japoneses, chineses. Eles admiram muito nossa culinária. Não reclamam de nada e elogiam bastante. Também não temos problemas com o idioma porque todos eles falam inglês e quase todos os nossos funcionários também dominam o idioma”, revelou.

Feijoada tradicional

Outro hotel procurado pela reportagem do Jornal do Commercio já faz parte do cenário do Distrito Industrial: o Novotel. Quem nunca foi a uma feijoada no Novotel, ainda não conhece totalmente a gastronomia baré. O restaurante do hotel, localizado na avenida Mandii, é o 365.

“Estamos há 42 anos aqui. Já somos um patrimônio do Distrito Industrial. O Novotel viu o PIM crescer”, falou Renato Araújo, gerente de alimentos e bebidas do 365.

“Fomos o primeiro hotel a ser construído aqui visando hospedar os executivos do PIM, e tem sido assim nesses 42 anos. Diariamente chegam e partem hóspedes, de vários países, mas principalmente asiáticos”, explicou.

“O nosso cardápio é regional, porque o visitante sempre quer conhecer a gastronomia do local que visita, mas no nosso café da manhã temos um diferencial. Diariamente disponibilizamos o macarrão instantâneo, apreciado pelos asiáticos, bem como ovos mexidos, no resto, almoço e jantar, o cardápio é variado”, avisou.

Do amazonense tambaqui na brasa, ao paraense pato no tucupi, passando pela quinta temática com sushi e sashimi, para agradar a brasileiros e orientais, é no sábado que o 365 se revela com a tradicional feijoada ao som de pagode.

“Eles se divertem. Gostam da comida, gostam da música. Estamos aqui para bem servir tanto no hotel quanto no restaurante”, encerrou.

É assim que a gastronomia amazônica, indiretamente, conquista o mundo, através dos milhares de estrangeiros e brasileiros de todos os estados, que passam pelo PIM.  

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