A Organização Mundial de Saúde considera o estresse a “epidemia do século”. Hoje, 90% das consultas médicas devem-se a ele. As queixas são sempre as mesmas: cansaço, dor de cabeça, tontura, dores musculares, irritação, emoções à flor da pele. Mas será que o estresse é realmente esse “vilão” que todo mundo descreve? A psicóloga e antropóloga Susan Andrews, uma das maiores especialistas em estresse no Brasil, acredita que não. No livro Stress a seu favor – Como gerenciar sua vida em tempos de crise (112 p., R$ 35,40, Editora Ágora), em segunda edição revista, ela afirma que, ao contrário do que prega o senso comum, ele pode fazer bem, aumentar a produtividade e fortalecer o sistema imunológico. O que torna as pessoas doentes é enfrentá-lo de modo errado.
Susan é norte-americana e vive no Brasil desde 1992. Desde que se mudou, vive no Instituto Visão Futuro, que fundou em Porangaba, no interior de São Paulo. Lá, ela planta o que come, recicla todo o lixo que produz e ajuda a comunidade local. Nem de longe leva uma vida tranquila e sem estresse. Envolvida em inúmeros projetos – é ambientalista, monja, antropóloga, socióloga e psicóloga –, ela dá mais de 200 cursos e palestras por ano.
Formada pela Universidade Harvard, Susan desenvolveu uma série de técnicas para aliviar a tensão e controlar os efeitos dos hormônios produzidos durante situações de desgaste psicológico, prejudiciais ao organismo. Ao longo da obra, ela ensina técnicas de respiração, posturas de ioga, massagens, relaxamento profundo, meditação e como se alimentar melhor. Lembrando que a palavra crise em chinês significa “perigo” e “oportunidade”, Susan acredita que é preciso encontrar o centro da estabilidade e da tranquilidade em si mesmo e aprender a desenvolver o potencial pleno. “O estresse é a resposta do corpo a qualquer demanda quando forçado a adaptar-se à mudança”, afirma a psicóloga.
O livro traz também inúmeras situações que desencadeiam o problema em todo o mundo e também alguns números que revelam mudanças no comportamento de pessoas com sintomas de estresse. Susan fala sobre síndromes causadas pelos avanços na automação, na informática e na economia globalizada, além de mostrar como surgiram o estresse cibernético ou a síndrome de fadiga de informação e o tecnoestresse. “Trabalhamos muito, dispomos de menos tempo para o lazer e ficamos cada vez mais estressados”, diz a autora.
Os médicos observam que a comunicação em alta velocidade por meio de celulares, computadores e tablets provoca insônia, ansiedade, indecisão e um tipo de pane mental na qual a pessoa perde a noção do que está fazendo. “Sintomas clássicos de estresse”, afirma, comentando que o volume de informação disponível dobra a cada 72 dias. Um estudo feito por pesquisadores da Britain’s Benchmark Research com 1.300 executivos em cinco países mostrou que quatro de dez executivos sofrem da síndrome de fadiga de informação e 94% são pessimistas – eles não acham que a situação vá melhorar. Pesquisas feitas também com crianças criadas com acesso ao computador revelam que seu limite de paciência é muito baixo.
Segundo a autora, o estresse afeta quase duas vezes mais mulheres que homens, em todas as idades. Entre as crianças estressadas, aproximadamente 80% são meninas e 20%, meninos; entre adultos, 65% são mulheres e 35%, homens. Na obra, ela desconstrói também outros mitos relacionados ao estresse como, por exemplo, aquilo que é estressante para uma pessoa também é para outra; workholics devem desacelerar o ritmo de trabalho para não ficarem doentes; e o estresse torna as pessoas menos produtivas.
O livro traz ainda informações sobre o círculo vicioso do estresse, destacando os estágios psicossomático e físico e os problemas crônicos, além de mostrar a importância da atitude. “A resposta do nosso corpo depende da avaliação que fazemos de determinado acontecimento”, explica Susan, que avalia também a personalidade das pessoas, incluindo exercícios que permitem ao leitor identificar o seu tipo. A psicóloga inclui dados sobre os excessos no consumo de remédios e encerra a obra com sugestões de exercícios de relaxamento e dicas de atitudes diárias para reduzir o estresse.

A autora
Susan Andrews é norte-americana e vive no Brasil desde 1992. Ela é formada pela Universidade de Harvard e doutora em Psicologia Transpessoal pela Universidade de Greenwich, ambas nos Estados Unidos. Conferencista em 40 países, no Brasil ministra palestras e treinamentos nas áreas de saúde integral, educação, ecologia e desenvolvimento pessoal. É também autora de A ciência de ser feliz (Ágora, 2011). Fundou e coordena o Instituto Visão Futuro, que fica em Porangaba (SP), centro de desenvolvimento sustentável baseado numa visão humanista de máxima utilização dos recursos, cooperação e equilíbrio com a natureza. Desde 2007, coordena o movimento Felicidade Interna Bruta (FIB) no Brasil (www.felicidadeinternabruta.org.br). Idealizou o “Felicidade Para Todos”, programa multidimensional baseado na ciência hedônica para promover o bem-estar de adultos, jovens e crianças por meio do gerenciamento do estresse, da comunicação empática e da psicologia positiva.

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