Stephanes rebate críticas de políticos europeus ao produto brasileiro

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, garantiu, na última semana, em Bruxelas, na Bélgica, que o Brasil trata com transparência as questões sanitárias dos produtos destinados à exportação. A garantia foi dada em resposta às duras críticas que a carne brasileira tem recebido de parlamentares irlandeses e ingleses. O ministro se reuniu na quinta-feira com membros da Comissão de Agricultura do Parlamento Europeu.

O presidente da Comissão de Agricultura, Neill Parish, e inspetores europeus, devem visitar em abril alguns dos 82 frigoríficos e 20 mil propriedades que exportam carne para a Europa.

Além de Parish, a deputada líder dos irlandeses no Parlamento Europeu, Mairead McGuiness, também participou da reunião.

Foi um encontro muito bom para desfazer esse mal-estar que estava havendo, mas sem que o Brasil perdesse a firmeza na colocação de suas posições, disse o ministro, depois de definir a reunião como um pouco pesada.

As principais exigências de exportação para o mercado europeu são com relação ao combate a doenças animais, atualização da legislação de combate à febre aftosa, reformulação dos certificados sanitários internacionais, melhoria das análises laboratoriais brasileiras e melhor controle da movimentação do gado brasileiro nas áreas livres e não-livres de aftosa.

Segundo o ministro, todas as exigências já foram cumpridas, com exceção da última. O ministério pretende, até o fim do ano, ter 100% dos animais que estão em propriedades exportadoras cadastrados no Sisbov (Sistema Brasileiro de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos). Stephanes também se reuniu com o comissário para Saúde e Proteção ao Consumidor da União Européia, Markos Kyprianou, e almoçou com importadores europeus de carne brasileira.

Exigências européias

O ministro se disse satisfeito com os encontros e lembrou que o Brasil tem atendido rapidamente as exigências européias, mesmo que algumas tenham motivos comerciais.

Isso é positivo porque o Brasil está se estruturando de forma rigorosa para atender o mais exigente dos mercados, disse o ministro. A União Européia importa 3 milhões de cabeças de gado do Brasil anualmente.

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