Stephanes já vê sinais de recuperação

Para ministro da Agricultura, resultados das exportações do primeiro quadrimestre do ano justificam otimismo quanto ao desempenho

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse ontem que já há sinais de recuperação do setor agrícola dentro do quadro de crise mundial. Um desses sinais, citou o ministro durante seminário de 10 anos da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), é o resultado das exportações do primeiro quadrimestre do ano. “De oito itens com melhor desempenho (na pauta exportadora), sete são agrícolas, o que significa que o setor precisa ter maior participação (nas decisões de governo)”, disse o ministro.
Ele destacou ainda que, entre os sete produtos agrícolas com desempenho positivo na balança comercial, o volume e os valores exportados foram superiores ao verificado no mesmo período de 2008. “Os preços estão razoáveis, com exceção do algodão”, reconheceu o ministro.
Stephanes também citou como positivo o fato de o crédito externo para agricultura começar a se recuperar. “Conversei com especialistas que estão constatando essa melhora do crédito”, disse.
O ministro contou ainda que tem participado de muitas feiras agropecuárias no País e que o mais importante é que “ninguém fala em crise nesses eventos”. “É um sinal bom. A agricultura continua plantando e colhendo”, disse.
Apesar dos bons sinais, Stephanes ressaltou que há muitos desafios pela frente. O principal deles, destacou, é fazer com que as decisões tomadas cheguem na ponta. “Falta agilidade, rapidez”, disse o ministro.
Outro desafio destacado pelo ministro é o de sair do que ele chamou de “grande armadilha do endividamento”. O setor se endivida, segundo ele, principalmente por dois motivos: por fatores climáticos e quando há volatilidade de preços. Stephanes disse que o governo está preocupado com essa situação e o Banco do Brasil está envolvido na busca de um modelo que evite essas flutuações.

Vírus H1N1

Stephanes disse que, até o momento, o consumo de carne suína tanto do mercado externo quanto interno está normal. Segundo ele, foi feito um levantamento sobre o consumo da carne nos restaurantes e a conclusão foi de que esse mercado não foi ainda afetado pela ocorrência da Influenza A (H1N1).
Stephanes disse ainda que a informação da associação de exportadores do setor é de que as vendas externas também estão mantidas.

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