Sondagem da FGV aponta que índice da indústria atinge 121,8 em agosto

O ICI (Índice de Confiança da Indústria) da FGV, segundo essa instituição anunciou na última quinta-feira, alcançou seu recorde histórico desde abril de 1995, com o índice que varia de 0 a 200 atingindo 121,8 pontos, contra 121,7 em julho e 106,7 em agosto do ano passado.
O índice da situação atual de 123,3 e o índice de expectativas de 120,3 foram maiores em 16,4% e em 11,9%, respectivamente, em relação a agosto de 2006. Os dados, portanto, embora não acusando melhoras adicionais da confiança do empresário industrial no mês passado, mostram em seus índices gerais a continuidade de uma perspectiva favorável para a indústria, segundo avaliam os empresários desse setor.
A sondagem também revela outros três pontos da maior importância como reveladores de que as forças internas da economia e da indústria têm agido positivamente para impulsionar o crescimento.
Primeiro, a pesquisa da FGV (Fundação Getúlio Vargas) mostra que não há desequilíbrio de estoques no setor industrial, um sintoma de que a curto prazo a indústria continuará com bom desempenho. Segundo, que praticamente não há empresas antecipando redução da produção, o que significa dizer que as expectativas empresariais para os próximos três meses continuam otimistas. Terceiro, que a indústria está longe de revelar perigos de inflação de demanda, já que o grau de utilização da capacidade vem aumentando, porém de forma comedida.
Tão importante quanto essas observações, são outras constatações que o levantamento também permite fazer. Na avaliação da FGV, os estoques são uma variável decisiva para a avaliação dos resultados de curto prazo da produção industrial. Segundo a sondagem, aumentou o percentual de informantes que qualificam como insuficiente o presente nível de estoques (de 4% para 7%) e diminuiu o percentual daqueles cuja a avaliação é que seus estoques estão excessivos (de 12% para 6%).
A entidade observa que esse resultado de agosto é o primeiro desde abril de 1995 “em que a proporção de empresas com estoques insuficientes supera a de empresas com estoques excessivos”.

Baixos índices

A importância desse resultado é dupla. Primeiro por revelar baixos índices, seja de estoques insuficientes, seja de estoques excessivos, o que mostra que até o momento os empresários industriais estão “acertando” em suas expectativas de produzir e de vender.
Vale dizer, estão “acertando” em suas expectativas de curto prazo. Em segundo lugar, se há um desequilíbrio de estoques, esse é do lado da insuficiência de estoques e não do excesso, um sinal de que, em setembro, a produção da indústria poderá vir com alguma melhora sobre agosto.
Um segundo resultado de destaque apontado pela dundação é atinente à expectativa de produção, onde um dado da sondagem revela uma quase unanimidade.
Das 1.095 empresas pesquisadas, 50% apostam em aumento de produção nos próximos três meses, sendo que praticamente inexiste a antecipação de recuo de produção, pois somente 4% das empresas prevêem essa hipótese. Em outras palavras, 96% das empresas antecipam aumento ou estabilidade em um nível relativamente elevado em sua produção para o próximo trimestre. Se for assim, nesse período deve haver continuidade o aumento dos investimentos em capital de giro, para fazer face à maior produção prevista.

Índice superior

Finalmente um comentário sobre o nível de utilização da capacidade referente ao mês de agosto. A sondagem da FGV apontou uma utilização média de capacidade de 85,7%, um índice superior, porém não muito, com relação a agosto de 2006 (83,6%).
Significa isso que a despeito de um crescimento expressivo da produção nesses últimos doze meses, foi possível acomodar essa evolução em uma capacidade produtiva também em alta, resultado de investimentos maiores que a indústria vem realizando.
Cresce a produção, mas há evolução quase que correspondente nos investimentos, de forma que a utilização da capacidade de produção industrial eleva-se, porém sem acenar com perig

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