Soldado brasileiro morre eletrocutado

O soldado brasileiro Rodrigo da Rocha Klein, 21, morreu eletrocutado no início da noite de quinta-feira em Porto Príncipe, capital haitiana, ao tropeçar em um fio de alta-tensão. Ele integrava a Minustah (Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti), liderada pelo Exército brasileiro, e estava no país desde 8 de junho deste ano.
O 4º Regimento de Cavalaria Blindada, em São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul, onde Klein iniciou carreira, deve enterrar com honras militares o corpo do soldado, que chegará ao país na próxima terça.
Outro soldado brasileiro, o sargento Luiz Guilherme Fagundes Caetano, 23, sofreu escoriações e queimaduras nas mãos ao tentar socorrer o colega. De acordo com o Ministério da Defesa, ele não corre risco de morte. Nota do ministério assegura que “o comando do Batalhão do Haiti e a Minustah realizarão as investigações para a devida apuração do fato”.
Klein completaria 22 anos no dia 29 de setembro. Ele ingressou no Exército aos 18, em março de 2004. O militar, que se alistou como voluntário para a missão no Haiti, voltaria ao Brasil em quatro meses. “Ele sempre quis estar no Exército, era o sonho dele”, afirmou seu tio, Oto Klein. Para os colegas, Rodrigo era um “excelente soldado”.

MISSÃO
NO HAITI
Desde junho de 2004 liderando os capacetes azuis no país caribenho, o Brasil ainda não registrou nenhum militar morto em confronto. A morte de Klein foi a segunda –em janeiro do ano passado, o general Urano Bacellar, chefe militar da Minustah, suicidou-se.
A missão, que hoje conta com 8.800 homens, foi criada com a intenção de manter a segurança do país caribenho após o então presidente Jean-Bertrand Aristide fugir em meio a uma crise política, em fevereiro do ano de 2004. Após um conturbado período de transição que durou dois anos, René Préval foi eleito presidente.
Teoricamente, a atuação da Minustah deve chegar ao fim no dia 15 de outubro deste ano. Em uma rápida visita ao país nas últimas quarta e quinta-feira, entretanto, o secretário-geral da ONU, o sul-coreano Ban Ki-moon, ouviu de Préval um pedido para a extensão do mandato da força.
Ban respondeu que iria “recomendar uma extensão do mandato por mais 12 meses, quando o Conselho de Segurança discutir este assunto, em outubro”.

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