11 de abril de 2021

Sistema explica suspensão da carne local

Pouco mais de uma semana após a confirmação da presença do agente patogênico da doença da vaca louca na fêmea bovina que morreu em dezembro de 2010 no Paraná

Pouco mais de uma semana após a confirmação da presença do agente patogênico da doença da vaca louca na fêmea bovina que morreu em dezembro de 2010 no Paraná, a carne bovina brasileira está suspensa em seis países -Japão, África do Sul, Arábia Saudita, China, Egito, Coreia do Sul. No caso do Egito, a restrição é somente para o produto do Paraná.
Por ocasião dos primeiros anúncios de suspensão, especialistas consideravam a reação exagerada e apontavam a possibilidade de o episódio servir a barganhas para melhores condições comerciais, principalmente preços. Agora, porém, veem por trás do “efeito dominó” uma preocupação com o sistema sanitário do país.
“O que deve estar passando na cabeça do importador são algumas questões que colocam em dúvida a credibilidade do sistema sanitário brasileiro: o motivo da demora da confirmação do agente e de sua comunicação, por exemplo”, disse o analista da MB Agro César de Castro Alves.
Entretanto, tanto o Ministério da Agricultura quanto a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) explicaram, em comunicados recentes, que o prazo de dois anos ficou dentro do previsto em procedimentos de casos como este.
Ainda segundo Alves, a falta de clareza das autoridades nacionais no processo é o que deve estar incomodando os importadores. “Poderia ser pior e o País precisa ter um contato maior com os principais mercados, como Rússia, Egito, Venezuela, Hong Kong”, completou.
Outros especialistas citaram que as últimas declarações do Ministério da Agricultura e da presidente Dilma Rousseff também poderiam estar causando um certo desconforto. Na segunda-feira (17), o ministério reafirmou, em entrevista à Agência Estado, que o serviço sanitário russo, o Rosselkznador, concordou em levantar o embargo imposto há 18 meses às carnes de Mato Grosso, Paraná e Mato Grosso. O que falta é a liberação dos frigoríficos que ainda não podem vender ao país, o que ocorrerá após a análise de relatórios técnicos de cada planta pelos veterinários russos.

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