Sistema calcula perdas por sonegação fiscal

O Sinprofaz (Sindicato dos Procuradores da Fazenda Nacional) lançou nesta quarta-feira (5), em Brasília, o “Sonegômetro”, placar on-line para apresentar, em tempo real, o quanto o país deixa de arrecadar em impostos todos os dias por causa de sonegação (golpe para fugir de tributos). O placar está disponível na internet.
A contagem da sonegação começa no dia 1º de janeiro e até o lançamento do Sonegômetro terá ultrapassado os R$ 130 bilhões.
Segundo cálculos da instituição, com esse valor, seria possível construir mais de 120 mil quilômetros de estradas asfaltadas. Segundo o presidente do Sinprofaz, Alan Titonelli Nunes, a campanha visa reforçar a necessidade de uma reforma tributária e o combate à sonegação.
Para ele, a alta carga tributária do Brasil (36% do PIB) e a percepção de que os serviços prestados pelo governo com o dinheiro arrecadado são insuficientes fazem com que a tributação seja vista pela população como algo nocivo; e a sonegação, como parte do jogo. “Isso é um equívoco”, diz. “Como o sistema tributário brasileiro incide mais sobre o consumo e não sobre a renda e o patrimônio, a sonegação acaba prejudicando muito mais quem tem uma renda menor.”
Segundo Nunes, quem ganha hoje até dois salários mínimos paga 50% dos seus rendimentos em tributos, enquanto quem ganha acima de 30 salários mínimos paga cerca de 26%. “Não são os mais pobres que conseguem sonegar, mas os mais ricos.” Ele avalia que, ao diminuir a sonegação, a carga tributária poderia ser reduzida em 20%.
Nunes critica também a política governamental de realizar eventualmente programas de parcelamento de impostos, os chamados Refis.

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