Sintomas generalizados no Amazonas aumenta a procura médica

Em torno de 356 mil amazonenses, ou o equivalente a 8,8% da população do Estado (4 milhões) relatou ter sentido, em maio, sintomas costumeiramente associados à covid-19. Isso ocorreu em 19,1% dos domicílios totais – e em 16,2% das moradias do Estado em que residia pelo menos um idoso. Pelo menos 127 mil pessoas estavam com algum sintoma e procuraram estabelecimentos de saúde, no mês passado.

Os dados estão na Pnad Covid19, divulgados pelo IBGE, nesta quarta (24). Na parte referente à saúde, a sondagem realizada em parceria com o Ministério da Saúde investiga a ocorrência de sintomas associados à síndrome gripal e ao novo coronavírus. Foram perguntados aos moradores se, na semana anterior à entrevista, alguém teve febre, dificuldade de respirar, dores no corpo, náusea, fadiga e perdas de olfato e paladar, entre outros. O IBGE destaca que a identificação de ter ou não apresentado sintomas é feita unicamente pelo morador. 

O levantamento apontou que 18,9% da população do Amazonas (764 mil pessoas) apresentou algum dos sintomas pesquisados de síndromes gripais. Em termos do indicador síntese, 356 mil pessoas (ou 8,8% da população) apresentaram sintomas conjugados de síndrome gripal que podiam estar associados à covid-19 (perda de cheiro ou sabor ou febre, tosse e dificuldade de respirar ou febre, tosse e dor no peito), no Estado.

“O número do Amazonas que apresentou algum sintoma de síndrome gripal, eu pode estar associado à covid-19, é o terceiro maior do Brasil. O Estado ficou atrás apenas do Amapá, com 26%, e do Pará, com 21%”, destacou o coordenador estadual da pesquisa Pnad Covid19, Tiago Almudi.

Considerando o total de domicílios no Amazonas (966 mil), em 19,1% (185 mil) havia pelo menos uma pessoa com sintomas conjugados e que podiam estar relacionados à doença. Dentre o total de residências no Estado, 247 mil tinham uma pessoa idosa como morador. Nesse grupo 40 mil moradias (16,2%) tinham ao menos um morador com os sintomas referenciados.

A região Norte foi a que apresentou o maior percentual de pessoas com algum sintoma gripal (18,3%, o equivalente a 3,3 milhões de pessoas), assim como o maior percentual de pessoas com algum dos sintomas conjugados (7,8% ou 1,4 milhão de pessoas). Na divisão por unidades federativas, o percentual de pessoas que referiram ter algum dos sintomas foi mais alto no Amapá, Pará, Amazonas, Ceará e Maranhão. Esses mesmos Estados também apresentaram os maiores números proporcionais de pessoas com sintomas conjugados.

Procura tímida

A procura por atendimento, contudo, foi tímida. Cerca de 16,7% (ou 127 mil) pessoas que apresentaram algum dos sintomas pesquisados buscou estabelecimentos de saúde, seja na rede pública, seja na rede privada. Um dos entraves foi o fato de que 84,8% das pessoas (3,420 milhões) não possuíam plano de saúde – contra uma minoria de 15,2% (614 mil). O IBGE-AM, contudo, não arrisca apontar esse fator como a principal causa para a baixa procura.

“Para sintomas isolados ou conjugados, os percentuais do Estado estão entre os maiores do país. No entanto, é intermediário o percentual de amazonenses que apresentaram sintomas e foram a estabelecimentos de saúde. A exposição de pessoas idosas aos sintomas, também é um dos dados importantes para o Amazonas. Principalmente quando se considera o universo de 40 mil idosos expostos”, Tiago Almudi. 

Em sintonia, o supervisor de disseminação de informações do IBGE-AM, Adjalma Nogueira Jaques, ressalta ao Jornal do Commercio que, do ponto de vista dos sintomas isolados ou conjugados, os dados mostram que o Amazonas está entre percentuais mais altos do país. 

“Mas, o mesmo não acontece quando perguntamos às pessoas que mencionaram sintomas, se elas haviam ido a um estabelecimento de saúde. Nesse caso, o percentual não coloca o Estado entre os mais altos. Talvez muitos sintomáticos tenham evitado o atendimento médico por vários motivos”, encerrou.

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