Sindicato registra 2 mil demitidos

Desde meados de janeiro, as fábricas do PIM (Polo Industrial de Manaus) já demitiram mais de dois mil trabalhadores. O volume de demissões é o maior registrado para esse período nos últimos dois anos. De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Valdemir Santana, a dispensa de funcionários entre janeiro é fevereiro é normal, e se deve, principalmente, à rescisão de contratos entre as grandes empresas e as fornecedoras de componentes.
Somente na manhã de sexta-feira (14), aproximadamente 200 empregados de várias fábricas homologaram suas rescisões na sede do sindicato. As demissões se concentram nas indústrias metalúrgicas e eletroeletrônicas.
“Nessa época do ano há, de fato, demissões que podem ser consideradas normais em razão da sazonalidade. Porém, se nós observarmos que elas estão acima do tolerável vamos procurar os meios necessários para evitar demissões em massa e assegurar a vaga desses trabalhadores”, informa Valdemir Santana.
No primeiro semestre de 2013, o Sindicato dos Metalúrgicos registrou mais de 14 mil demissões nas indústrias do PIM. Hoje pela manhã, as demissões homologadas eram de trabalhadores das empresas GTK, Honda, Samsung, Flex, Salcomp, Digiboard, Sakura e Honda Locke.
No entanto, Santana ressalta que muitas empresas têm aproveitado as dispensas sazonais para reestruturar seus quadros de funcionários, demitindo trabalhadores mais experientes e contratando outros pagando bem menos.
“Um torneiro mecânico ganha entre R$ 4 mil e R$ 5 mil. Eles demitem esse profissional e contratam outro pagando R$ 2.800. É uma prática comum que se observa. Não é ilegal, mas as empresas precisam explicar essas demissões. O Sindicato não pode exigir isso porque não tem poder de polícia. Cabe ao Ministério Público do Trabalho e à SRT (Superintendência Regional do Trabalho)”.
O sindicalista afirma que essa prática tem sido comum, principalmente, em grandes empresas do setor de duas rodas.

Sazonalidade

As fábricas de Manaus fecharam o mês de dezembro empregando 125,5 mil trabalhadores. A partir de julho, as empresas começam a reforçar a mão de obra para atender o aquecimento na produção que antecede o final do ano. Com o fim das férias coletivas, no início de cada ano, o excedente de pessoal é dispensado, ocasionando demissões sazonais entre janeiro e fevereiro.

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