Sindicato cobra inspeção na Tectoy

Após novo alerta de vazamento de gás na fábrica da TecToy em Manaus, o Sindmetal-AM (Sindicato dos Metalúrgicos do Estado do Amazonas), informou que já encaminhou denúncia a SRT (Superintendência Regional do Trabalho) pedindo inspeção do caso. O vazamento ocorre um mês e meio depois de outro incidente que paralisou o expediente na unidade fabril originado de vazamento na linha de montagem de DVDs da empresa. Ainda não se sabe se houve realmente vazamento e qual a causa do forte cheiro sentido na quinta-feira (12).
“O sindicato já pediu a investigação da delegacia do trabalho. É hoje uma responsabilidade da SRT. A primeira medida é fazer o comunicado que já está feito. O Sindicato já fez sua parte que é denunciar. Foi colocada a possível reincidência do acontecimento, o que aumenta a gravidade”, destacou o secretário de comunicação do Sindmetal-AM, George Cúrcio.
De acordo com o chefe de fiscalização da SRT, Francisco Edson, a última fiscalização na fábrica da Tectoy em Manaus ocorreu antes dos incidentes de outubro, e a superintendência está verificando as duas ocorrências para analisar a gravidade da situação. “Temos uma série de demandas, se ficar constatado que há gravidade na situação podemso colocar como situação de prioridade”. Segundo Francisco Edson ainda não houve o recebimento da última denúncia do sindicato. “Quando chegar, até fazermos todo levantamento das informações, será algo apenas para próxima semana”, comentou.
Segundo a assessoria de imprensa da TecToy, tanto a perícia da polícia civil quanto a do corpo de Bombeiros e o departamento de segurança do trabalho da Tectoy investigaram as causas do cheiro sentido ontem por alguns funcionários da fábrica, mas nenhum sinal de gás ou vazamento foi constatado. A assessoria também assegurou que a Tectoy obedece a todas as normas de segurança exigidas em uma fábrica e possui um departamento de segurança do trabalho que segue investigando possíveis incidentes.
De acordo com a empresa, entre três e cinco funcionários alegaram ter se sentido mal em virtude de um cheiro percebido em uma sala da fábrica. A empresa evacuou a sala logo após a informação, encaminhando os funcionários a um hospital local. “Todos já foram liberados para voltar ao trabalho e hoje participaram das atividades da fábrica normalmente. A fábrica já está funcionando normalmente,” garantiu.

Doenças ocupacionais

Segundo George Cúrcio, a maior preocupação do Sindmetal este ano está relacionado às doenças ocupacionais. “Tivemos um baixo número de acidentes no PIM, diferente do que ocorreu em 2012, situações de provável vazamento como essa não lembro nenhuma”. Segundo os dados do sindicato, foram apenas 35 Cats (Comunicação de Acidentes de Trabalho) registrados em 2013 contra 135 de 2012. Já casos relacionados a doenças ocupacionais chegaram a 452 casos. Francisco Edson, que está atuando como superintende substituto da SRT, também afirma que os principais problemas verificados no PIM estão relacionados à ergonomia. “Nossas ações são voltadas principalmente para essa questão,” afirma.

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