Sinais de recuperação na atividade

Há sinais de recuperação da atividade industrial nos últimos meses. É o que afirma o economista chefe da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Flávio Castelo Branco, ao comentar ontem os dados divulgados pela entidade referentes a março.
As vendas reais, que medem o faturamento na indústria, cresceram 0,9% em março ante fevereiro e 3,6% na comparação com março de 2011. As horas trabalhadas na produção também aumentaram 0,4% em relação a fevereiro e 0,7% ante março do ano passado.
O emprego industrial aumentou 0,3% em março deste ano na comparação com fevereiro e 0,4% ante março de 2011. A massa salarial real subiu 9,8% em março ante março de 2011. A CNI não divulga este indicador dessazonalizado em relação ao mês anterior.
“Março indica que, apesar do início do ano mostrar dificuldades que caracterizaram a indústria em 2011, a expectativa é que haverá uma retomada gradual da atividade ao longo do ano”, afirmou Castelo Branco.
O Nuci (Nível de Utilização da Capacidade Instalada) na indústria ficou em 81,5% em março deste ano. Este foi o único indicador que recuou no período. Em fevereiro, o Nuci era de 82% e, em março do ano passado, de 82,7%. O Nuci de março ficou abaixo da mediana calculada pelo AE Projeções, de 81,85%. Conforme o levantamento, os analisas esperavam um Nuci entre 81% a 82%.
Castelo Branco disse ainda que, apesar do crescimento da demanda no Brasil, a indústria tem perdido vendas para os produtos importados. “O nosso problema é que esta demanda não está chegando ao setor industrial, que tem problemas de competitividade com a concorrência dos importados”, disse.
As vendas reais da indústria acumularam alta de 1,5% no primeiro trimestre de 2012 em relação aos três primeiros meses de 2011. O emprego no setor também se manteve positivo, com alta de 0,4%. Por outro lado, as horas trabalhadas -indicador mais ligado à produção física- caíram 0,4% no primeiro trimestre deste ano. A massa salarial real na indústria, por sua vez, subiu 7,3% no período.

Crescimento mais forte no 2º semestre

O economista chefe da CNI, Flávio Castelo Branco, previu que o crescimento mais forte da indústria deve ocorrer apenas no segundo semestre. Segundo ele, os efeitos de medidas estruturais, como desoneração na folha de pagamento das empresas e mudança no patamar do câmbio, são mais lentos. No entanto, ele não espera queda da atividade industrial no segundo trimestre de 2012.
“Acho que haverá uma retomada mais gradual”, disse. “Mas números mais positivos devem se materializar no segundo semestre.” Castelo Branco disse que a notícia dos estoques elevados das montadoras em abril trouxe preocupação. Em sua avaliação, houve uma antecipação de compras de automóveis durante o tempo em que o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) esteve reduzido. Agora, a demanda deve ser mais moderada.

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