SFRAMA – Thomaz define prioridades, mas vê dificuldades

Solucionar problemas de infraestrutura e logística do PIM, discutir a dinâmica econômica dos novos PPBs (processos produtivos básicos), lutar pelo descontingenciamento dos recursos da autarquia e aprofundar condições operacionais com melhor capacitação dos servidores. Essas foram algumas das prioridades citadas pelo ex-subsecretário da Sefaz (Secretaria de Fazenda do Estado do Amazonas), Thomaz Nogueira, que assumiu ontem oficialmente o cargo de novo superintendente da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus).
“Há uma certa expectativa de toda a sociedade em relação ao cargo. Nosso trabalho será no sentido de fazer a equipe funcionar e aliar as ações da Suframa a ações do processo de desenvolvimento nacional. Não podemos pensar de forma excludente do resto do país”, declarou em coletiva à imprensa que antecedeu a cerimônia de posse.
Para o governador do Amazonas, Omar Aziz, presente na cerimônia, esse é um momento crucial para a competitividade da Zona Franca de Manaus. “2012 vai ser um ano difícil. Para manter o nível de emprego e ampliar o crescimento econômico, toda equipe que vai compor a superintendência deve estar imbuído do mesmo propósito, além do apoio político da bancada que precisaremos para alcançar nossos objetivos, que é atender a população, exportar mais e dar competitividade aos produtos do PIM”, detalhou.
Entre os principais focos da nova gestão, estão os novos PPBs que precisam ser aprovados para que o polo industrial possa receber investimentos de novos segmentos.
“No ano passado, não aprovamos o PPB de uma indústria de remédios, o PPB da Adidas, que vai se instalar em outro país poderia estar gerando emprego aqui com preço de alto rendimento entre R$ 700 a R$ 800 por tênis. Temos ainda uma nova indústria que vai fabricar o isotônico Red Bull com investimento previsto de R$ 570 milhões mas ainda aguarda aprovação”, lembrou Omar Aziz.
O ministro interino do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) informou que atualmente 30 PPBs deixaram de ser aprovados. “Na verdade, não temos que contar o número de PPBs, mas a qualidade e o que geram de renda e emprego”, justificou.
“Temos que provar tecnicamente que a gente tem a capacidade de trazer outros setores. Nós não podemos ficar só no polo eletroeletrônico e de duas rodas. Temos que trazer outros segmentos”, rebateu o governador.
Alessandro Teixeira disse concordar com a importância de o Amazonas produzir em segmentos diversificados e não somente em grandes setores, “mas é preciso avançar na política industrial e tecnológica do governo, trazendo mais resultados para a Zona Franca”, acrescentou.

Competitividade

Questões que envolvem a competitividade, como gargalos de infraestrutura e perda de vantagens comparativas foram destacadas pelo novo superintendente.
“O maior gargalo na infraestrutura está definitivamente na nossa capacidade de entregar nossos produtos no mercado. Isso passa pela discussão logística de porto e de outras alternativas que possam aumentar nossa capacidade de entrega. Há uma proposta de investimentos. Nós vamos trabalhar com o ministério, a equipe da Suframa está finalizando alguns estudos no sentido de oferecer alternativa. A preocupação com a logística é sim absolutamente relevante tanto para a iniciativa privada quanto para o governo”, garantiu Thomaz Nogueira.
Quanto à mini reforma tributária que prevê redução na alíquota do ICMS (Inposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), Nogueira disse que a diretriz do governo federal é encontrar um modelo que preserve vantagens tributárias da ZFM, mas existem dificuldades técnicas. “Mexer no ICMS significa mexer no consumo. Não é má vontade para o Estado do Amazonas. Continuamos em negociação com o governo federal, que tem estudado diversas alternativas. O fundamental para nós, é que no momento da mudança se preserve as diferenças compensatórias da nossa região”, destacou.
A concorrência com os produtos chineses também foi lembrada. O representante do Mdic informou que a defesa comercial será um dos eixos centrais em 2012. “Já tomamos várias medidas, na área de duas rodas aumentando a taxa de importação por exemplo, nós aumentamos a capacidade de investigação do ministério, saímos de 50 a 55 pedidos pra mais de cem contra ações de concorrência desleal. Nós acreditamos na concorrência, o que não toleramos é uma concorrência desleal que venha prejudicar o desenvolvimento da indústria brasileira, incluindo-se aí o PIM”, disse Alessandro Teixeira.

Contingenciamento

Sobre os recursos da autarquia, Alessandro Teixeira afirmou que não houve de forma alguma um contingenciamento total dos valores e que a proposta segue a mesma para 2012. “Ainda gostaria de conversar com o ministério para nós termos esses recursos direcionados para investimentos. Há uma visão de que isso pode ser melhor trabalhado sim”, rebateu Thomaz Nogueira.
De acordo com o superintendente, todos os assuntos estão sendo avaliados por uma equipe técnica, mas ainda seguem em período de maturação até que as propostas da nova gestão comecem a ser levadas ao ministério.

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