28 de junho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Setor sucroalcooleiro aperta os cintos por conta da crise mundial

Esse novo número de produção, convertido em produto final, gerará 31,57 milhões de toneladas de açúcar e 21 bilhões de litros de etanol. Compradores e vendedores começam a apertar os cintos

Com a divulgação, pela Unica (União da Indústria de Cana de Açúcar), sobre os novos números estimados para a produção desta safra corrente (2011/2012), que aponta agora para 510,238 milhões de toneladas, ante o anúncio no início da safra de 560 milhões, gerou muita correria no setor sucroenergético.
Esse novo número de produção, convertido em produto final, gerará 31,57 milhões de toneladas de açúcar e 21 bilhões de litros de etanol. Compradores e vendedores começam a apertar os cintos.
“Se considerássemos que no ano passado, nessa mesma época, o Centro-Sul já havia produzido, no acumulado, o equivalente a 53,48% do total da safra 2010/2011, e agora projetássemos o que produziu nesta safra atual como sendo também o mesmo 53,48%, chegaríamos ao final da safra 2011/2012, com uma produção de 484 milhões de toneladas de cana”, explica o gestor de riscos e diretor da Archer Consulting, Arnaldo Corrêa.
De acordo com o especialista, essa análise pode parecer um exemplo simplificado, mas demonstra como o setor vem atuando, já que esse número tão baixo (484 milhões de toneladas) representaria uma redução na disponibilidade de açúcar na ordem de 1,9 milhão de toneladas e de 1,2 bilhão de litros de etanol. “O que pode ser um assombro para o mercado e para os preços”, considera Arnaldo.
Com esse novo cenário no volume da produção, segundo o especialista, muita coisa pode mudar para o açúcar. “Se por um lado, a crise mundial afeta o consumo, projeta menor crescimento, impele investidores e afugenta o pessimismo em relação às commodities agrícolas; por outro lado, para o açúcar a situação piora em termos de oferta e potencializa a alta dos preços no médio e longo prazos”, completa Arnaldo.

Custo

De acordo com o presidente da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), Alexandre Andrade, o custo agrícola aumentou bastante nos últimos anos, enquanto que o industrial diminuiu. Portanto, o dirigente destaca que é injusto manter o mesmo índice na composição do preço da cana, que há bastante tempo é de 60% para a produção do campo e 40% da indústria.
“Se o custo da produção da cana é bem maior que os manufaturados, logo, este percentual tem que ser maior”, diz, ressaltando que os 60% não mais representam proporcionalmente o gasto real com a plantação.

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