Setor relojoeiro apresenta tendência de recuperação no pólo industrial

A indústria de relógios faturou nos primeiros sete meses do ano R$ 254,5 milhões, o que representa uma expansão de 26,42% em relação ao igual período de 2006, quando o faturamento apresentado pelo setor foi de R$ 201,3 milhões, de acordo com os indicadores de desempenho do PIM (Pólo Industrial de Manaus) fornecidos pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus).
O resultado expressivo mostra a tendência de recuperação do setor após a forte queda anual de 5,29%, em 2006, quando o segmento relojoeiro apresentou o pior rendimento dos últimos cinco anos.

Segundo o presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Maurício Loureiro, o avanço é atribuído às atuais circunstâncias econômicas do país, como o aumento da renda, principalmente ao aumento real do salário mínimo nos últimos dois anos, à queda dos juros, ao controle inflacionário e à abundância de crédito no mercado.

Vendas estão aquecidas

Para o representante da H.Stern, Christian Hallot, as vendas de relógio estão significativas em 2007. Na empresa fluminense especializada em jóias, onde o comércio de relógios em Manaus responde por 20% de suas negociações, a expectativa é fechar o ano com alta de 17% frente o exercício passado.

“A cidade tem uma cultura muito específica, com larga tradição relojoeira em virtude das fábricas do pólo de Manaus. Ninguém no Brasil é tão fascinado por esse produto como o manauara”, comentou Crhistian.

Tendências de mercado

Para os empresários do setor relojoeiro, tanto do comércio quanto da indústria, o relógio hoje passou a ser considerado um artigo de moda e importante acessório nos trajes masculino e feminino, mais do que simplesmente um objeto para se verificar as horas. A tendência é também a alternativa frente às novas tecnologias que marcam o tempo, primeira atribuição do produto.

Para a gerente de produção da Seculus, Cristine Miwa, as pessoas hoje podem ver as horas nos mais diferentes meios, como no celular e no computador, o que significa que quem adquire esse produto não está tão interessado em um marcador de tempo. “Hoje ele é como uma jóia, tanto para homens quanto para mulheres, e compõe o estilo de quem o usa”, afirmou.

A mesma idéia é defendida pelo executivo da Orient, Wilsy Toyofuki. “Ao contrário do que as pessoas poderiam pensar, ainda há espaço no mercado para o relógio de pulso, que ainda tem os seus amantes”, disse. “Ele é um complemento para o seu jeito de vestir, e por isso existem as várias fatias de consumidores. Há marcas consideradas jóias que custam acima de R$ 20 mil”, completou.
Entre os representantes do comércio, a única distorção está no principal público consumidor. Para gerente da Bemol, Sheyla Sobreira, as mulheres se interessam mais pelo acessório. “Para elas, é preciso combinar com cada roupa. Por isso há quem tenha um prateado, um dourado, e até outras cores. Tudo por uma questão estética, para compor o visual”, comentou.

Sheyla afirma que para os homens o objeto é símbolo de status. “Eles têm poucos acessórios, como uma boa gravata e um bom sapato. Daí ser importante ter um bom relógio também”, disse. “Como as mulheres o utilizam por uma questão de moda, elas compram mais do que eles”, completou.

No entanto, para o representante da H.Stern, é exatamente o fato de terem poucos acessórios que fazem dos homens o seu principal cliente. “O relógio é a jóia do homem. Enquanto o universo feminino coleciona jóias mesmo, os rapazes colecionam relógios”, assinalou Christian Hallot.

A expansão de 2007 divulgada pela Suframa mostra uma melhora até mesmo sobre o período equivalente de dois anos atrás, quando a indústria de relógios mais faturou desde 2002. Este ano, o crescimento sobre igual período de 2005, ou seja, até o mês de julho, foi de 16,6%, o equivalente a R$ 36,4 milhões a mais somente nos primeiros sete meses.

Segundo Maurício Loureiro, que também é diretor da Technos da Amazônia, esse ano as condições de mercado são ideai

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