Setor quer mudar horário para aumentar vendas

Novo expediente, de 9h às 19h, visa atender consumidores que saem do trabalho mais tarde

Os lojistas e comerciantes do Centro da capital amazonense esperam ansiosos pelo novo horário de funcionamento dos pontos comerciais daquela área da cidade. Atualmente, os comerciantes têm permissão da PMM (Prefeitura Municipal de Manaus) para trabalharem de 8h às 18h nos dias úteis e até 13h aos sábados. Se o novo horário for aprovado, a população poderá comprar na maior área de comércio de Manaus de 9h às 19 h. A informação foi divulgada durante reunião da CDL-Manaus (Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus). A construção dos shoppings populares para abrigar os vendedores ambulantes do Centro também foi discutida na reunião, mas sem a presença do Implurb (Instituto Municipal de Planejamento Urbano) ou do Sincovam (Sindicato do Comércio de Vendedores Ambulantes de Manaus).
A proposta de mudança foi indicada pela CDL-Manaus ao Conselho Municipal de Gestão Estratégica, órgão da prefeitura que cuida, entre outras coisas, desta questão.
Segundo o presidente da CDL-Manaus, Ezra Benzion, o objetivo da alteração de horário de abertura e fechamento das lojas do Centro é facilitar o acesso dos consumidores que trabalham de 8h às 17h e não têm tempo de visitarem o comércio durante a semana. “Os trabalhadores do Distrito Industrial, por exemplo, terão mais cinco dias para comprar no Centro, ao invés de utilizar somente o sábado, como funciona hoje”, justificou Benzion, apostando no aumento das vendas, apesar de não quantificar esse crescimento.
Cerca de 70 mil pessoas trabalham na região central de Manaus e serão afetadas pelo novo expediente, caso a Prefeitura aceite o pedido da CDL-Manaus. O número de funcionários foi calculado pelo representante dos lojistas e, de acordo com Benzion, os empresários já concordaram com o novo horário.
O presidente do Conselho Municipal de Gestão Estratégica disse que a proposta será avaliada e não quis tomar partido da situação, quando recebeu a proposta dos lojistas. “Avaliaremos a proposta e os possíveis impactos da questão, sejam positivos ou negativos”, afirmou.
Em relação à construção de centros de compras populares para realocar os vendedores ambulantes, Benzion declarou ser a favor da retirada dos vendedores das áreas ilegais como o passeio público, desde que o quadro não volte a se repetir. “Não adianta colocá-los em uma área específica e depois outros ocuparem as calçadas novamente”, frisou.
De acordo com o cadastramento realizado pelo Implurb, em dezembro do ano passado, existem 2.030 camelôs no Centro. O diretor-presidente do órgão, Bosco Saraiva, garantiu que somente os ambulantes cadastrados em 2009 terão direito a uma loja nos galpões que abrigarão os ­shoppings populares.
“Não vamos admitir nenhum vendedor a mais. Somente os que possuem a placa de identificação fixada nas bancas é que terão direito a uma vaga, para que não apareçam oportunistas para ganhar uma loja”, salientou.
O edital de licitação para a construção dos Camelôdromos será publicado no Diário Oficial do Município em fevereiro e prevê, segundo o diretor-presidente do Implurb, uma espécie de permuta entre a construtora vendedora da licitação e a prefeitura de Manaus.

Camelódromo em xeque

“Não teremos gastos com a obra porque usaremos a UTPC (Unidade de Transferência do Potencial Construtivo), previsto na lei 1.388/09. A empresa que ganhar (a licitação) terá privilégios em futuros empreendimentos desenvolvidos na cidade que dependam da prefeitura”, explicou Bosco Saraiva. Na prática, a lei permitirá o uso da UTPC para ofertar áreas físicas para as construtoras e empreiteiras construírem determinada obra com preços reduzidos.
Na avaliação do vereador Marcelo Ramos (PSB), o fato de a Prefeitura ter encaminhado um projeto de lei em novembro para solucionar um único problema (construção dos shoppings populares para camelôs), previsto para ser executado em dezembro, “já é de se estranhar”.
“Oferecer vantagens sem limites para uma empresa privada construir um única obra não é correto. Nem se fossem 20 obras de graça eu apoiaria essa ação da prefeitura”, pontuou Ramos, garantindo que acompanhará o edital de perto.
Os camelódromos devem ser entregues aos ambulantes até abril deste ano e será composto por quatro galpões com divisórias para formar as lojas. O local de construção ainda não foi definido, mas será no Centro, como disse Bosco Saraiva e exige o presidente do Sincovam, Raimundo Inácio, que contabiliza 2.100 vendedores ambulantes; 70 além dos cálculos do Implurb.

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