15 de abril de 2021

Setor privado quer aumentar de 10% para 30% no saneamento

O governo federal calcula que sejam necessários de R$ 105 bilhões a R$ 120 bilhões para universalizar o saneamento no país

O governo federal calcula que sejam necessários de R$ 105 bilhões a R$ 120 bilhões para universalizar o saneamento no país. Um estudo encomendado pelo Instituto Trata Brasil dá conta de que metade da nossa população não tem acesso a rede de esgotos, um desafio enorme para o Brasil, que foi escolhido para ser sede da Copa do Mundo de 2014, quando receberá visitantes e a imprensa de todo o planeta. Para discutir esta questão e sugerir metas e soluções, está sendo planejado o seminário 2014 Saneamento na Rede – A chance de um gol de placa na universalização dos serviços de água e esgoto, que acontece de 18 a 20 de maio no Clube de Engenharia, no Rio de Janeiro, uma das cidades-sede da Copa.
No segundo dia do evento, está confirmada uma mesa-redonda que vai aquecer o debate sobre a mobilização do setor para aumentar a cobertura dos serviços. Sentarão para discutir o tema União de esforços para universalizar serviços, o presidente da ABCON (Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto), Yves Besse, o presidente da AESBE (Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais), Stênio Sales Jacob, e o presidente da ABAR (Associação Brasileira de Agências de Regulação) Ricardo Pinto Pinheiro. A mediação será feita pelo jornalista Adalberto Piotto, âncora da Rádio CBN e embaixador do Instituto Trata Brasil. Este encontro abrirá o segundo dia do seminário, dando o tom dos assuntos que estarão na mesa logo a seguir.
Apesar das dificuldades na área de saneamento, especialistas apontam para uma fase de transformação. Um movimento que ganhou força com a criação do Ministério das Cidades, em 2003, e da Lei de Saneamento, há três anos. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) também trouxe boas perspectivas e pretende injetar R$ 40 bilhões no setor até o final de 2010 – atendendo 22,5 milhões de domicílios.
Com o novo marco regulatório, as Parcerias Público Privadas (PPPs) reapareceram como alternativa para alavancar o setor. Para Yves Bessa, presidente da Abcon, a iniciativa privada vive um novo momento de “euforia”, principalmente após a Lei de Saneamento: “O que aconteceu em 2007, com a lei, poderia ter acontecido já em 2002”, disse. Hoje, as empresas privadas respondem por cerca de 10% do mercado urbano (de 10 milhões a 15 milhões de habitantes), mas almejam atingir 30% dessa fatia. Só neste ano, as perspectivas de investimento dos três principais grupos giram em torno de R$ 1 bilhão a R$ 1,5 bilhão, podendo chegar a R$ 5 bilhões ao longo dos próximos cinco anos.

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